Residência Fernandes no Parque dos Alecrins em Campinas - 2013~2014

Na fachada desta casa, dois volumes se destacam do corpo central, criando um sistema derivado na cobertura de duas águas.
Na fachada desta casa, dois volumes se destacam do corpo central, criando um sistema derivado na cobertura de duas águas. 

A busca pelo bem estar leva parte das jovens famílias a investir na construção de residências em condomínios horizontais e loteamentos fechados, em contraposição aos apartamentos de edifícios adensados nas grandes cidades, onde o preço da praticidade é a ausência de um quintal para caminhar de pés descalços.

O Parque dos Alecrins é um loteamento fechado localizado na região norte de Campinas, entre a rodovia que liga a metrópole à Mogi Mirim e a estrada de ferro turística, por onde passam as locomotivas antigas entre a Estação Anhumas e Jaguariúna.

Trata-se de um área limítrofe entre a zona urbana e a zona rural do município, mesclando a tranquilidade com uma localização estratégica em relação aos serviços oferecidos no entorno, como shoppings, hospitais e universidades.

Pensando em criar os filhos - um menino e uma neném ainda em gestação - num ambiente mais saudável e protegido, o jovem casal nos procurou em função do nosso escritório ter realizado consultoria para a reforma do templo religioso que eles frequentavam.

No programa do projeto estava especificado uma suíte do casal no pavimento superior, mais três dormitórios simples servidos por um banheiro social: uma peça para cada criança e a terceira para hóspedes. Terraços descobertos foram adotados na solução da planta baixa.

A perspectiva a mão livre, desenvolvida na fase de estudos do projeto e aprovada pelo casal de contratantes.
A perspectiva a mão livre, desenvolvida na fase de estudos do projeto e aprovada pelo casal de contratantes.

O pavimento térreo conta com garagem coberta para dois automóveis e porta social pivotante com acesso frontal. Um escritório de caráter reversível em sala de TV ou dormitório é servido por um lavabo com chuveiro. As salas de estar e jantar são unificadas, com visão para uma escada em "L" diante da grande varanda aos fundos.

A cozinha e a lavanderia são isoladas das salas, embora acessíveis por uma porta de correr interna. O depósito e o banheiro externo ficam em posição bem discreta, longe da vista dos convidados em dia de festa. Ao todo, a residência conta com 248 m² num terreno de 390 m², com mais de 238 m² de área livre, em grande parte gramada.

A elevação posterior da residência salienta a área de lazer integrada com a sala de jantar, sob um dos dormitórios do pavimento superior.
A elevação posterior da residência salienta a área de lazer integrada com a sala de jantar, sob um dos dormitórios do pavimento superior.

Por contingências da rotina apertada que toma conta da nossa geração, somente em novembro de 2017 tivemos a oportunidade de fotografar a obra concluída, depois de acompanhar as principais fases da construção encerrada no segundo semestre de 2014.

Após três anos, eis que surgiu uma boa oportunidade para ver a família crescer e prosperar, e para renovar os votos de saúde e sucesso para aqueles que confiaram em nosso trabalho.

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Residência Joaquina no Residencial Paineiras em Paulínia - 2015~2017

Os componentes estruturais desta residência foram diluídos visualmente através da conformação arquitetônica que alargou a empena da sustentação lateral da garagem, rebaixando também o forro da laje, encobrindo o vigamento.
Os componentes estruturais desta residência foram diluídos visualmente através da conformação arquitetônica que alargou a empena da sustentação lateral da garagem, rebaixando também o forro da laje, encobrindo o vigamento.

Poderão os computadores substituírem os arquitetos um dia? Improvável. Os computadores não visitam terrenos e não captam os anseios subliminares daqueles que desejam construir. O ofício da Arquitetura requer várias ferramentas, mas é essencialmente humano.

Nosso escritório foi acionado para elaborar um estudo preliminar para o projeto de um sobrado no charmoso Residencial Paineiras, em Paulínia. Como não trabalhamos com dados abstratos, solicitamos uma vista ao terreno, para captar subsídios na tomada de decisões.

O que no levantamento topográfico parecia ser um lote quase plano, na realidade era uma área de esquina que se confrontava em declive com a rua lateral e aclive com a rua frontal. O desafio era encontrar o nível correto que permitiria minimizar a movimentação de terra para facilitar o acesso ao pavimento térreo, sem onerar o contratante na execução de taludes e muros de arrimo.

Felizmente encontramos a solução para o projeto, conciliando o programa de necessidades com as restrições físicas e regulamentares do local, de modo que desenvolvemos o trabalho completo, acompanhando a construção até o fim.

Nos projetos arquitetônicos convencionais, a planta da cobertura costuma ter escala reduzida. Porém, aqui a mesma foi detalhada na mesma proporção dos pavimentos térreo e superior.
Nos projetos arquitetônicos convencionais, a planta da cobertura costuma ter escala reduzida. Porém, aqui a mesma foi detalhada na mesma proporção dos pavimentos térreo e superior.

Nesta seção longitudinal do projeto, a região destacada em vermelho identifica o espaço coberto para a caixa de água, com altura suficiente para receber o sistema de aquecimento solar. Já a área em azul, sobre as telhas rebaixadas, é destinada para instalação da central do ar condicionado, preservando as fachadas do imóvel.
Nesta seção longitudinal do projeto, a região destacada em vermelho identifica o espaço coberto para a caixa de água, com altura suficiente para receber o sistema de aquecimento solar. Já a área em azul, sobre as telhas rebaixadas, é destinada para instalação da central do ar condicionado, preservando as fachadas do imóvel.

Esta residência de quase 279 m² fica num terreno de 359 m², sendo dividida em dois pavimentos. No térreo temos garagem coberta para dois carros e vagas para mais dois veículos no recuo frontal. A porta social pivotante dá acesso a um vestíbulo que interliga o lavabo, o escritório reversível, a escada e as salas de estar e jantar. Esta é agraciada com a visão da piscina, diante do lavabo externo da varanda gourmet, que por sua vez se comunica com a cozinha integrada à lavanderia e despensa.

No pavimento superior a escada chega numa galeria com visão para a sala de estar. Ela separa a suíte do casal - com grande closet e sanitário com banheira - das duas suítes convencionais. Todos os ambientes privativos contam com sacadas ou terraços exclusivos, acessíveis por portas de correr.

As salas de estar e jantar possuem ampla área de esquadrias que garantem a iluminação natural durante o dia. O pé-direito duplo é acompanhado por extensas janelas seteiras que integram o ambiente ao mezanino.
As salas de estar e jantar possuem ampla área de esquadrias que garantem a iluminação natural durante o dia. O pé-direito duplo é acompanhado por extensas janelas seteiras que integram o ambiente ao mezanino.

A largura dos beirais impede a visão da cobertura e da torre para caixa de água e ar condicionado, deixando o visual da obra mais limpo para aqueles que se aproximam da porta social.
A largura dos beirais impede a visão da cobertura e da torre para caixa de água e ar condicionado, deixando o visual da obra mais limpo para aqueles que se aproximam da porta social.

Este projeto foi desenvolvido em meados de 2015 e a construção percorreu todo o ano de 2016, adentrando em 2017. Seu ritmo lento é explicado pelos aportes mensais que o construtor empregou na obra, uma vez que ela não recebeu financiamento da parte de terceiros. Fosse o empreendedor alguém submetido à fria lógica dos computadores, e esta residência não teria sido erigida durante a recessão mais severa que o país já atravessou.

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Colaborações com a Suno Research

Clique na imagem para acessar os artigos publicados no site da Suno Research.
Clique na imagem para acessar os artigos publicados no site da Suno Research.

Construir a casa própria é o sonho de muita gente. Quando alguém consegue realizar este objetivo, precisa continuar pensando no futuro. Uma das melhores formas de garantir a previdência e a segurança da família é investir no longo prazo através do mercado de capitais. Como? A Suno Research tem a resposta.

Por Jean Tosetto *

Em meu escritório de Arquitetura posso afirmar que 80% das pessoas que me procuram para desenvolver um projeto desejam construir a casa própria que é, de fato, um dos maiores investimentos que as famílias brasileiras de classe média podem fazer.

Há quem diga que financiar a compra de um imóvel - ou construir a casa própria - não seja uma boa ideia, alegando potenciais vantagens em pagar aluguel, por causa da mobilidade que isso proporciona, entre outros fatores.

Prefiro me fiar na palavra de autores de clássicos sobre educação financeira e investimentos para afirmar que, sim, construir a casa própria pode ser um ótimo investimento, embora toda a suspeição do mundo possa recair sobre meus ombros pelo fato de ser arquiteto.

O norte-americano George S. Clason, autor do best-seller "O homem mais rico da Babilônia" não era arquiteto, mas declarava que morar na própria residência era uma questão de equilíbrio emocional, além da segurança que um teto oferece.

Já o brasileiro Décio Bazin foi mais enfático, ao narrar um episódio em seu livro "Faça fortuna com ações antes que seja tarde" no qual ele orienta um jovem sobre a necessidade de ter a casa própria antes de comprar as primeiras ações.

Luiz Barsi Filho, o maior investidor pessoa física do Brasil, com mais de 1 bilhão de reais girando na Bolsa de Valores de São Paulo, concorda com Bazin. Warren Buffett, simplesmente o maior investidor da história, com dezenas de bilhões de dólares acumulados, mora na mesma casa em Omaha, no interior dos Estados Unidos, desde a década da 1950.

Com tantos anos dedicados ao ofício de projetar casas próprias, era natural que eu me interessasse por investimentos e pelo mercado financeiro em linhas gerais. Conceitos como "margem de segurança", "planejamento" e "definição de metas" são comuns tanto no mercado de capitais como no mercado imobiliário.

Por trabalhar por conta própria, sem um salário fixo, sempre tive renda variável, literalmente. Desde cedo me preocupei em destinar corretamente os ganhos excedentes que pudessem me ajudar a enfrentar momentos de crise.

Venho fazendo isso por intermédio de investimentos na construção civil, mas também através da compra de ações de empresas de grande porte e cotas de fundos imobiliários consolidados. Destas ações e cotas obtenho renda passiva complementar através dos dividendos.

Gostaria de saber mais a respeito? Então tenho uma boa notícia: desde janeiro de 2017 venho colaborando com a Suno Research, uma casa independente de pesquisas sobre investimentos no mercado de capitais, direcionada para investidores de pequeno e médio porte.

Na Suno, escrevo artigos sobre "Value Investing" - investimento em valor - e resenhas de livros que tratam do tema, com o objetivo de passar para um público mais amplo que a independência financeira e a real aposentadoria estão ao alcance daqueles que conseguem poupar parte da sua renda.

Clique aqui para acessar o índice de artigos e boa leitura!

Jean Tosetto é arquiteto e urbanista formado pela FAU PUC de Campinas, com escritório próprio desde 1999. Autor e editor de livros, é adepto do “Value Investing”.

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A retrospectiva da carreira de Percival Lafer

As poltronas da Lafer ordenadas em linha de exposição - não mais de montagem.
As poltronas da Lafer ordenadas em linha de exposição.

É impossível sintetizar em breves linhas a carreira de um profissional que caminha para seis décadas de constantes aprimoramentos. Mas uma história sem ponto final precisa ser contada a partir de pontos de referência. Um deles certamente será a homenagem rendida pela Design Weekend paulistana. 

Há muitos atributos relacionados ao nome de Percival Lafer. Ele é arquiteto de formação, mas é reconhecido primordialmente como designer e empresário. Sua esposa, Branca, atesta: "Ele é um workaholic". Um trabalhador compulsivo sem tempo para cultivar a autopromoção, tão comum em tempos pós-modernos, de perfis em redes sociais da Internet que atuam como bombas infladoras de egos.

Percival, a despeito de ser detalhista, perfeccionista, conciso, compenetrado, assertivo e generoso ao mesmo tempo, é sobretudo um domador de vaidades. Se não fosse assim, a Lafer não chegaria aos 90 anos de história.

Percival Lafer e sua esposa, Branca.
Percival Lafer e sua esposa, Branca.

A maioria das empresas familiares quebra na segunda geração. Um pai cria um negócio promissor, oferecendo um padrão de vida confortável para os filhos. Estes, quando assumem a firma, se desentendem ou retiram proventos da empresa acima de sua capacidade. Logo, com a má gestão dos recursos, as dívidas aumentam para manter o capital de giro e, em poucos anos, o empreendimento entra em falência. No caso da Lafer, isso não ocorreu.

A primeira loja de móveis Lafer foi fundada pelo patriarca Benjamin em 1927. Com seu precoce falecimento, os filhos Samuel, Oscar e Percival assumiram a condução dos negócios no limiar da década de 1960. Eles estabeleceram uma divisão de trabalhos onde cada um assumiu responsabilidades nas áreas em que eram mais eficientes. Ao invés de apenas vender móveis, eles se propuseram a desenvolver e fabricar as próprias criações.

A Lafer foi pioneira no conceito de reciclar e reusar, com a linha Woodstick.
A Lafer foi pioneira no conceito de reciclar e reusar, com a linha Woodstick.

Coube a Percival se concentrar nos projetos das mobílias, em tempo quase integral, pois era necessário se inteirar das outras atividades da empresa. Desde o primeiro móvel patenteado ele nunca assinou uma peça com seu nome completo. E foram centenas delas desde então. Ao invés disso, os móveis vinham apenas com a etiqueta da Lafer - um selo de qualidade.

Era a vaidade domada em nome de um objetivo maior, e deste modo a Lafer chegou a empregar simultaneamente 1.500 funcionários. A empresa incorporou o lançamento de um automóvel ao seu portfólio em 1972. Seus produtos alcançaram os mercados mais competitivos da América do Norte e da Europa, ocupando anúncios em grandes jornais e vitrines de lojas de departamento, como o Mappin. Enquanto isso, Percival trabalhava ininterruptamente. Era assim que ele faz seu mundo girar até hoje.

A poltrona Adele, da década de 2010, faz par com a MP-1 de 1961, diante do automóvel MP Lafer dos anos de 1970.
A poltrona Adele, da década de 2010, faz par com a MP-1 de 1961, diante do automóvel MP Lafer dos anos de 1970.

Talvez por isso, o reconhecimento por suas realizações está vindo de forma tardia, não por sua iniciativa, mas por causa dos admiradores que amealhou ao longo dos anos. E isso faz toda a diferença.

Os primeiros móveis da Lafer, que agregavam design refinado, conforto e produção em larga escala, foram se escasseando ao longo das décadas. Estes modelos se tornaram colecionáveis e entraram na mira dos antiquários, que lhe conferiram o status de peças artísticas. Ocorre que obras de arte não são assinadas por empresas, mas por artistas. Logo uma pergunta começou a circular entre os entusiastas de móveis modernistas: "Quem são os designers por trás das criações da Lafer?" - A resposta corrige a pergunta ao entregar um nome singular: Percival Lafer.

O marceneiro Doni Grandini inspeciona a poltrona Mirage, de aspecto futurista.
O marceneiro Doni Grandini inspeciona a poltrona Mirage, de aspecto futurista. 

Em 2017, os organizadores da Design Weekeend de São Paulo - o quinto maior evento do ramo no mundo e o maior da América Latina - finalmente reconheceram a trajetória deste designer com 81 anos de idade e mais de meio século de carreira. O arquiteto Felipe Hess e o restaurador Teo Vilela realizaram um trabalho inédito em menos de um mês: eles reuniram 50 peças de todas as décadas da Lafer em seu período como fabricante de móveis.

A reunião de dezenas de peças da Lafer, de diversos períodos, é algo inédito na Design Weekend.
A reunião de dezenas de peças da Lafer, de diversos períodos, é algo inédito na Design Weekend.

A Loja Teo, na Rua João Moura em Pinheiros, região nobre de São Paulo, abrigou inclusive um veículo MP Lafer em suas instalações. O espaço é minimalista, de paredes caiadas, piso em cimento queimado dividido em planos ligados por rampas e degraus em leque, cuja cobertura com tesouras de madeira aparente suporta um sistema luminotécnico pensado para valorizar os móveis expostos.

No dia 10 de agosto o próprio Percival Lafer esteve presente no recinto para uma conversa conduzida por Regina Galvão - curadora da Design Weekend - diante de arquitetos, designers, estudantes, colecionadores, jornalistas, escritores e entusiastas do MP Lafer, além de parentes e amigos.

Os admiradores de Percival Lafer se reúnem entre suas criações para ouvir o mestre falar.
Os admiradores de Percival Lafer se reúnem entre suas criações para ouvir o mestre.

Por quase duas horas o empresário falou sobre seu processo criativo, sua obstinação pelo aperfeiçoamento constante dos mecanismos que envolvem seus projetos e da importância de considerar os aspectos mercadológicos no desenvolvimento de produtos acima da mera especulação estética dos mesmos. Ele respondeu perguntas diversas e recebeu os merecidos elogios de seus pares.

A advogada Anna Figueiredo, especialista na área de direitos autorais, fez um testemunho a respeito da atenção que recebeu de Percival, que lhe concedeu uma entrevista para sua tese. A Lafer, desde a década de 1960, registra suas criações através de patentes, razão pela qual a sigla MP, que batiza grande parte dos modelos, significa "Móveis Patenteados".

O jornalista Wagner Gonzalez lembrou de outro automóvel apresentado pela Lafer nos anos de 1970, o LL, que tinha inovações tecnológicas que somente foram incorporadas por outras marcas no mercado nacional mais de uma década depois. Já o estudante de Arquitetura José Victor levou um exemplar do livro "MP Lafer: a recriação de um ícone" para ser autografado pelo homenageado do dia.

O detalhe de um painel com imagens de acervo mostra o perfil do Lafer LL ao centro.
O detalhe de um painel com imagens de acervo mostra o perfil do Lafer LL ao centro.

Caminhar entre os móveis da Lafer é como ter uma aula de design. Existem pormenores de determinadas peças que são difíceis de assimilar somente por fotografias, como podemos verificar na poltrona do conjunto MP-13, na qual os componentes de madeira dos braços não se comunicam com a estrutura de mesmo material presente na base, a não ser por discretos perfis metálicos delgados, causando a impressão de flutuação de todo o volume estofado.

A princípio, você consideraria isso uma ousadia meramente estética, mas um olhar mais técnico revela que as peças metálicas, que unem as partes de madeira, permitem a desmontagem do móvel, tornando-o capaz de ser transportado em compartimentos menores. Multiplique isso pela produção em larga escala e pelo custo do frete para exportação, para constatar que a solução de apelo estético atende a uma demanda mercadológica de baratear a logística de armazenamento e distribuição do produto. Eis a arte a serviço da racionalização que está na essência das atividades industriais.

A poltrona do conjunto MP-13 da década de 1960: união de conforto, estética e racionalidade.
A poltrona do conjunto MP-13 da década de 1960: união de conforto, estética e racionalidade.

Poderíamos nos estender pelos comentários de cada projeto de Percival Lafer, e este artigo seria um livro de várias páginas. Um livro que poderá ser lançado um dia pelas filhas do arquiteto: Betina, Adriana e Paula, também presentes no evento.

Por ora vamos nos referir a esta retrospectiva da carreira de Percival Lafer como um evento histórico. O peso de tal afirmação não recai sobre nós, uma vez que a mesma partiu do escritor Ignácio de Loyola Brandão, o outro gênio da noite com 81 anos de idade, que esteve na celebração para reavivar um antigo sonho: em sua juventude ele se encantou pelo MP Lafer tanto quanto pelo modelo britânico MG TD, embora nunca tivesse aprendido a dirigir.

O escritor Ignácio de Loyola Brandão ao lado de um fã. (Foto: Doni Grandini)
O escritor Ignácio de Loyola Brandão ao lado de um fã.

Um evento como este não fica restrito ao dia de seu acontecimento. Ele vai reverberar em desdobramentos e influenciar uma nova geração de designers. Portanto, cabe o agradecimento aos que tornaram isto possível.

A Loja Teo foi convertida numa sala de aula: aula magna.
A Loja Teo foi convertida numa sala de aula.

- Por Jean Tosetto

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