Residência Trindade no Villa Bella Siena em Paulínia - 2016~2017

A variação de alturas na volumetria da cobertura confere imponência à casa térrea.
A variação de alturas na volumetria da cobertura confere imponência à casa térrea.

Casas térreas com pé-direito elevado nas salas de estar e jantar estão se configurando em alternativas atraentes para quem não deseja investir na construção de sobrados.

O Siena é um dos três loteamentos fechados do empreendimento denominado Villa Bella, localizado entre o Jardim América e o Jardim Europa, na região mais nobre de Paulínia, contemplada com um hotel de padrão elevado, hipermercado, shopping center, rodoviária, edifício comercial de alcance intermunicipal, além de um teatro de referência nacional. Ao lado do Livorno e do Florença, é um dos melhores lugares para morar e investir na Região Metropolitana de Campinas.

O lote de 360,00 m² comporta uma residência de 179,10 m² e uma piscina de 7,56 m².
O lote de 360,00 m² comporta uma residência de 179,10 m² e uma piscina de 7,56 m².

Por isso, aceitamos com prazer a missão de desenvolver o projeto arquitetônico para a futura residência da Família Trindade, que vai morar a poucas quadras do nosso escritório. O programa fornecido era para uma casa térrea com três suítes e um escritório reversível, lavabo, salas de estar e jantar com pé-direito elevado - integradas com a cozinha e a varanda gourmet. A varanda, por sua vez, foi idealizada para dar acesso a uma despensa e a lavanderia. Próximo à piscina reservamos um banho externo e o depósito. Por questões de regulamento, a garagem é o único cômodo que pode encostar numa divisa lateral e, mesmo assim, através de um pergolado com 1,5 metro de largura.

Perspectiva interna apresenta parta de sala de estar, sala de jantar e cozinha, com vista para a varanda e o quintal.
Perspectiva interna apresenta parta de sala de estar, sala de jantar e cozinha, com vista para a varanda e o quintal.

Para evitar a disposição de um extenso corredor de circulação, dividimos o acessos para as suítes em dois pequenos halls:  o primeiro junto da sala de estar para a suíte do filho, e o segundo junto da sala de jantar para a suíte da filha e a suíte do casal, de modo que as três suítes mantém a privacidade. A iluminação e a ventilação natural, características que sempre priorizamos, é favorecida justamente pelas restrições do regulamento interno, que veta as construções incidentes nas divisas dos lotes que, em função disso, possuem largura mínima de 12 metros.

O projeto foi iniciado no último bimestre de 2016 e aprovado no primeiro bimestre de 2017.
O projeto foi iniciado no último bimestre de 2016 e entregue no primeiro bimestre de 2017.

"Recentemente assisti a um vídeo promocional da Lafer, apresentando o novo Sofá Trio. A trilha sonora, arrebatadora, me fez pensar: 'No próximo vídeo do meu escritório também vou usar Jazz.'
A música já estava escolhida. Faltava concluir o projeto da Família Trindade no Villa Bella Siena em Paulínia - uma tarefa a ser cumprida imprimindo charme, elegância e sofisticação nas linhas da residência, razão pela qual agradeço a confiança em meu trabalho. Jazz combina com Arquitetura? Confira você mesmo."  
- Jean Tosetto (no Facebook)

Vídeo com passeio virtual pelo projeto representado através do SketchUp Pro.

Quem está habituado a visitar este site, sabe que preferimos publicar imagens de obras já concluídas, comparando as mesmas com as perspectivas feitas a mão livre. Ocorre que fizemos um investimento na licença profissional de um programa de modelagem em três dimensões que também produz passeios virtuais (SketchUp Pro), e consideramos válida a apresentação prévia deste projeto que usa a eficiente  ferramenta de trabalho. Não vamos, porém, abandonar os desenhos com grafite e, sempre que possível, publicaremos as imagens das obras após as conclusões.

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Índice de projetos
  
Veja também:

Residência Marião no Terras do Cancioneiro em Paulínia - 2011~2013
Residência Rossato no Villa Lobos em Paulínia - 2012~2013
Residência Faustini no Metropolitan Park em Paulínia - 2011~2012

Arquiteto 1.0: a resenha de uma estudante

Quem viaja quieto não ganha livro de presente. (Arquiteto 1.0)
Quem viaja quieto não ganha livro de presente.

"Nesta fase da vida, em que o estudante de Arquitetura está a se desmembrar de uma categoria de amparo para assumir atividades da vida real, o livro é de suma importância para orientar o novo arquiteto."

Mensagem recebida em 03 de fevereiro de 2017:

"Boa noite, Jean Tosetto!

Recebi seu livro por meio de minha irmã, Ellen. Ela me contou que te conheceu enquanto retornavam do Terminal Tietê para Campinas. 

Fiquei muito feliz em receber seu livro, ainda mais porque este ano me formo! 

Apreciei muito a leitura. O manual, por certo, será revisto no decorrer de minha carreira.

Como tenho enfoque para a arquitetura sustentável e edifícios inteligentes, apaixonei-me pela frase: "Não precisamos de egoarquitetos, precisamos de ecoarquitetos." Jaime Lerner. 

Observações:

Página 61: Achei o segundo parágrafo meio confuso. Na segunda parte do parágrafo, a leitura parecia levar à adversidade da primeira parte.

Página 160: Estado de Santa catarina.

Segue em anexo a resenha.

Deus continue te abençoando! 

Não digo que o prazer é todo meu, porque estaria sendo egoísta, mas foi muito boa a experiência!

Atenciosamente,
Mayla Graepp"

Nossa resposta:

Prezada Mayla Graepp,

Sua irmã Ellen sentou ao meu lado no ônibus entre São Paulo e Paulínia. Naquele dia tive uma reunião com um senhor muito importante do mercado financeiro - o que aprendi com ele me deixou um sentimento de gratidão que foi o motivo de presentear você com um exemplar do livro "Arquiteto 1.0" que carregava na mochila. Acredito que gratidão é algo que passamos para frente, pois se apenas retornarmos favores para quem nos ajuda, o mundo fica sem girar.

Estou surpreso por ter lido o livro em pouco mais de uma semana e agradeço que tenha redigido uma breve resenha sobre o mesmo, que faço questão de publicar em meu site. Agradeço também por seu olho de lince em encontrar um erro de digitação: Santa Catarina é com "C" maiúsculo mesmo.

Sobre a passagem que lhe deixou um pouco confusa, esclareço: o dinheiro é importante, independente de questões ideológicas, mas somente quando o dinheiro deixa de ser uma preocupação, é que nos sentimos livres para fazer aquilo que realmente apreciamos, que no caso é trabalhar com Arquitetura.

No mais, lhe desejo sucesso na conclusão da faculdade e que o mesmo lhe acompanhe sempre no desenvolver de sua carreira.

Atenciosamente,
Jean Tosetto - Arquiteto

Segue a resenha:

Arquiteto 1.0: um manual para o profissional recém-formado

TOSETTO, J.; PADILHA, Ê. Arquiteto 1.0: um manual para o profissional recém-formado. 1. Ed. Balneário Camboriú, SC: Oitonovetrês, 2015. 192p. ISBN 978-85-67657-02-8.

Ambos os autores são profissionais que já estão há algumas décadas no mercado de trabalho na referida área. Na obra literária, a dupla apresenta um manual para estudantes de Arquitetura, com enfoque especial à categoria de formandos.

Nesta fase da vida, em que o estudante de Arquitetura está a se desmembrar de uma categoria de amparo para assumir atividades da vida real, o livro é de suma importância para orientar o novo arquiteto.

Com uma leitura dinâmica, o leitor é direcionado ao conhecimento das diferentes áreas na Arquitetura e Urbanismo em que pode atuar, com a descrição crítica de cada uma delas. Os autores prosseguem com a apresentação do sistema de apoio ao profissional, o que inclui Conselho, Federação, Institutos, Associações, e outros. Neste ínterim, ressalta a importância da imagem pública do arquiteto, a ética profissional e as características fundamentais para o desempenho da função.

Os autores levam a conclusão de que o arquiteto precisa ampliar seu campo de visão. Estar aberto às novas tecnologias. O profissional não deve se prender a exemplos do passado, já que estes atendem uma sociedade diferente, que hoje já não existe. A ética profissional, aliada à administração eficaz dos projetos, sem comprometer a vida particular do arquiteto, proporciona o desenvolvimento ascendente da carreira do profissional.

Resenha do livro por:
Mayla Graepp, estudante de Arquitetura e Urbanismo (2013-2017)
Centro Universitário Adventista de São Paulo (Engenheiro Coelho – SP)

Veja também:

Lei da Assistência Técnica: CAU atenta para demanda apontada por "Arquiteto 1.0"

Precisamos calçar as sandálias da humildade para atender aqueles que mais precisam.
Precisamos calçar as sandálias da humildade para atender aqueles que mais precisam.

A Lei da Assistência Técnica envolve profissionais da Engenharia e Arquitetura no atendimento das camadas sociais mais carentes, por intermédio das entidades de classe e instituições financeiras do Estado.

Leia trechos das páginas 58 e 59 do livro "Arquiteto 1.0 - Um manual para o profissional recém-formado" de Jean Tosetto e Ênio Padilha, lançado em dezembro de 2015:


TRABALHAR PARA APRENDER, ANTES DE RECEBER

"Muitas vezes o estudante, ao se formar, sequer consegue um estágio. O que ele pode fazer neste caso? Trabalho voluntário. Sim, existem ONGs - Organizações Não Governamentais - e comunidades religiosas que sempre terão algum trabalho para jovens arquitetos, oferecendo grandes oportunidades de aprendizado na prática e o mais importante: uma inserção num meio social distinto do ambiente acadêmico.

(...)

Caso o recém-formado não queira trabalhar de graça para ONGs e igrejas, e ser remunerado com aprendizagem específica - que pode ser muito valiosa lá na frente - ele pode recorrer à Lei Federal nº 11.888/2008, que trata da assistência técnica em habitação de interesse social, para famílias de baixa renda cadastradas nas prefeitura municipais. Elas podem ser atendidas por arquitetos inscritos neste programa através de entidades reconhecidas como o IAB ou sindicatos. Os profissionais, por sua vez, são remunerados pelos seus projetos e acompanhamento de obras através do Governo Federal ou da Caixa Econômica Federal, banco estatal que financia as construções.

Como poucas prefeituras estão em dia com esta lei, cabem aos arquitetos interessados pressionar as entidades profissionais e as câmaras de vereadores de sua região, para que fiscalizem o cumprimento da mesma."


A seguir, parte da reportagem publicada nas páginas 16 e 17 da revista Móbile #5 do CAU/SP - Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo - em novembro de 2016:


CAU/UFs destinarão 2% 
ASSISTÊNCIA EM HABITAÇÃO SOCIAL

"A partir de 2017, todos os CAUs do Brasil destinarão 2% de seu orçamento (referente a anuidades, RRT, taxas e multas) ao apoio a ações estratégicas de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS). A decisão está no documento "Diretrizes para elaboração do Plano de Ação e Orçamento do CAU 2017", aprovado na 56º Plenária Ordinária do CAU/BR - Conselho de Arquitetura e Urbnismo do Brasil, realizada em Brasília.

Desde 2008, o Brasil conta com a Lei de Assistência Técnica (Lei nº 11.888/2008), que trouxe uma nova perspectiva de atendimento ao direito de cidadania das famílias mais carentes. A norma foi criada pelo arquiteto e urbanista e, na época, deputado federal, Clóvis Ilgenfritz da Silva. A lei, que ainda é pouco aplicada, assegura a famílias de baixa renda, com faturamento mensal de até três salários mínimos, o acesso gratuito ao trabalho técnico de profissionais especializados em projeto e construção de habitação para moradia própria.

(...)

Para o CAU, a Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social é um direito fundamental do cidadão, assim como saúde e educação."


Veja também:

Arquitetura, prevenção e combate a incêndios

Facilitar o trabalho de prevenção e combate a incêndios é uma das atribuições dos arquitetos.

Arquitetos e engenheiros precisam se impor como atores decisivos nos processos construtivos, transmitindo noções de responsabilidade para seus clientes e para os usuários das obras que projetam e executam.

Mensagem recebida em 17 de novembro de 2016:

"Olá Jean, boa tarde.

Parabéns pelo seu site, estive lendo hoje com calma e possui vários artigos importantes para quem atua na área da construção civil.

Estive lendo o artigo “Arquiteto ou Engenheiro” e gostei muito, principalmente na parte que diz o que deve ser combatido pelos conselhos profissionais CREA e CAU.

Uma coisa que me chama muita atenção é o fato de que alguns arquitetos não possuem o mínimo de conhecimento sobre segurança e proteção contra incêndio, principalmente a proteção passiva que é algo inevitável de se pensar ao desenvolver um projeto arquitetônico.

O que se ouve muito é "precisamos aprovar o projeto no bombeiro" e a questão e os conceitos básicos de segurança muitas vezes são deixados de lado, como podemos ler nessa matéria

As universidades dão pouca importância para o assunto da segurança e incêndio dentro da grade do curso de Arquitetura.

Qual seria seu ponto de vista com relação a esse assunto?

Atenciosamente,
William Vieira - WHL Engenharia"

Nossa resposta:

Caro William,

Grato pelo contato e por ler os artigos que compartilho com prazer. Sobre sua questão, não respondo pelos arquitetos que você conhece, mas apenas por mim: não me considero especialista em projetos de prevenção e combates a incêndios, por isso conto com uma parceria que desenvolve este tipo de trabalho, sempre que seja necessário em algum projeto arquitetônico que eu esteja envolvido.

Logicamente não posso ser um leigo no assunto, e preciso dominar conhecimentos técnicos na área, sem os quais não tenho como fazer a compatibilização dos projetos complementares. Eis uma dificuldade no ofício da Arquitetura: ser um profissional generalista com capacidade de dialogar com especialistas numa ponta e com leigos - eventualmente os contratantes - na outra.

Os arquitetos precisam ser didáticos com seus  clientes. É comum que eles reclamem da largura excessiva de corredores de circulação, em detrimento do tamanho das salas comerciais ou institucionais que estes alimentam. Também há reclamações sobre as portas com barras anti-pânico que só abrem para fora e não podem ser de correr. Já passei pela experiência de explicar para um empresário que sua academia de ginástica, no pavimento superior de um sobrado, deveria ter uma segunda escada para atender casos de emergência, sendo bem compreendido.

Por outro lado, já tive que recusar um trabalho onde o cliente em potencial queria fazer tudo ao seu modo, amparado numa consultora de interiores que simplesmente ignorava aspectos básicos de acessibilidade universal, que também tem reflexos positivos na segurança passiva de uma edificação. Não sei se algum concorrente aceitou o serviço nestas condições - se o fez, provavelmente recorreu às brechas das normas e procedimentos de aprovação dos projetos para seguir adiante. Reside aí um grande perigo para a sociedade: quantos projetos são feitos "para inglês ver" e são executados de modo distinto?

Mais do que temer as eventuais fiscalizações dos conselhos profissionais, arquitetos e engenheiros precisam se impor como atores decisivos nos processos construtivos, transmitindo noções de responsabilidade para seus clientes e para os usuários das obras que projetam e executam. Não creio que profissionais que centralizam demais as decisões de seus projetos sejam os mais eficientes e reside aí a importância dos especialistas em cada área, não só para prevenção e combate a incêndios, como para instalações hidráulicas e elétricas, estruturas diversas e outros sistemas.

Neste ponto a professora da FAU USP, Rosaria Ono, que concedeu a entrevista para a Revista Techne que você mencionou, tem razão quando afirma que o projetista tem que dar, em linhas gerais, as condições para o especialista propor soluções de prevenção e combate a incêndios, minimizando a eventual incompatibilidade do projeto. Para tanto, o entrosamento entre os profissionais é fundamental: engenheiros e arquitetos precisam conversar muito bem, superando eventuais rixas que só os mais ingênuos alimentam.

Grande abraço,
Jean Tosetto - Arquiteto

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