Vale a pena fazer laje em casa térrea?

Obra no sistema tradicional, em fase de montagem da laje piso, com linhas de escoramentos para sustentar previamente os painéis pré-moldados, intercalados com lajotas cerâmicas.
Obra no sistema tradicional, em fase de montagem da laje piso, com linhas de escoramentos para sustentar previamente os painéis pré-moldados, intercalados com lajotas cerâmicas.

 

Menor custo e rapidez da obra é importante, mas ter em mente as possibilidades futuras de ampliações também. Neste vídeo o tema é abordado amplamente.

O Brasil é um país de dimensões continentais. O que é costume numa determinada região, pode soar estranho em outra. Por exemplo, no interior de São Paulo, é muito comum que mesmo as casas térreas tenham laje de concreto. Já no Sergipe, a percepção é diferente: naquele estado do Nordeste, poucas casas térreas são construídas com lajes.

Veja o comentário que o Márcio Nascimento deixou em nosso pequeno canal no YouTube:

"No meu estado (SE) não é comum casa térrea com laje. Eu pessoalmente gosto porque a obra fica mais rápida e econômica. Qual é a sua opinião de casa sem laje?"

Poderíamos responder escrevendo um artigo com oito minutos de leitura. Mas desta vez, gravamos a resposta em vídeo, sempre na linha de dividir (o conhecimento e as experiências vividas) para multiplicar resultados.

Assista:

Não temos o costume de pedir para as pessoas se inscreverem em nosso canal, mas é obvio que essa possibilidade está em aberto. Apreciamos muito os comentários recebidos, pois eles nos ajudam a desenvolver mais conteúdos relevantes para todos. Estamos cansados de ver tanta falando bobagem por aí. Queremos fazer a nossa parte da melhor forma possível.

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Este livro oferta mandamentos e insights de dois dos maiores investidores de todos os tempos. Gotas de sabedoria para quem deseja seguir seus passos.


Sinopse

Em fevereiro de 2018 a Suno Research lançou o “Suno Call”, um boletim assinado por Tiago Reis, publicado logo de manhã para os assinantes desta casa de análise sobre investimentos, nos dias úteis. 

Passados pouco mais de dois anos, esta newsletter venceu a barreira das 500 edições. Warren Buffett e seu sócio Charlie Munger no comando da Berkshire Hathaway foram, possivelmente, os nomes mais citados neste biênio da publicação.

Tantos foram os conselhos, pensamentos e ensinamentos coletados, que foi possível reunir estes escritos em forma de livro. Assim surgiu a coleção “O melhor de Suno Call”, que em seu primeiro volume reúne as lições de valor de Warren Buffett e Charlie Munger.

Coube ao editor Jean Tosetto cuidar da organização dos textos. Ao invés de simplesmente reproduzir a ordem cronológica de publicação dos breves artigos, ele identificou nove temas distintos, que se converteram em capítulos numa sequência temática evolutiva – embora as cartas possam ser lidas de modo aleatório.

Um questionamento comum que muitos investidores fazem, quando se deparam com declarações de Warren Buffett e Charlie Munger, é sobre sua condição de bilionários: “Eles fazem o que fazem pois eles podem comprar empresas inteiras, ao invés de entrar nelas como minoritários”.

Este argumento é válido e, até certo ponto, está coberto de razão. Ele só não contempla o fato de que nem sempre Buffett e Munger foram ricos. Eles começaram pequenos e é justamente isso que os tornam pessoas especiais. Eles tiveram que trabalhar duro – em diversas atividades que iam de vender refrigerante até administrar construções – e poupar recursos de modo disciplinado por anos, antes de juntar o primeiro milhão de dólares.

O detalhe mais importante: eles continuam trabalhando duro, como investidores em tempo integral, pois é o que eles gostam de fazer. Nunca se aposentaram, embora tal condição já estivesse disponível há décadas.

Por isso é importante ler a respeito deles, sabendo traduzir Buffett e Munger para a nossa realidade – o que é justamente a proposta desta obra, ao seu final.

Sobre o autor


Tiago Reis (1985) é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Acumula experiências no mercado financeiro desde 2001 e foi sócio-fundador da Set Investimentos. Fundou a Suno Research em outubro de 2016.


Sobre o editor


Jean Tosetto (1976) é arquiteto e urbanista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tem escritório próprio desde 1999. O autor e editor de livros é adepto do Value Investing e colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.

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101 Perguntas e Respostas sobre Fundos Imobiliários & O desempenho dos FIIs no contexto da crise do Coronavírus

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Um livro que apresenta conceitos perenes aliados a um registro histórico. Esta é a proposta dos autores sobre um tema cada vez mais pesquisado no Brasil: os investimentos em fundos imobiliários.

Sinopse


O mercado de fundos imobiliários está em franco crescimento e, na década que se inicia em 2020, teremos uma grande consolidação desta classe de ativos, que estará cada vez mais presente na vida dos brasileiros. 

A cada mês são milhares de novos investidores que chegam ao mercado, com flagrante carência de informações para que possam pautar suas decisões. O que fazer? Não há resposta binária. Não é fácil lidar com toda esta "sopa de letrinhas".

Entre os aspectos mais importantes para pontuar sobres os FIIs, é que eles possuem dois componentes relevantes para a carteira previdenciária, que é a proteção via lastro patrimonial e a geração de renda. Os fundos imobiliários são ativos que se retroalimentam em função destas duas características.

Sobre a evolução do conhecimento, o modelo de perguntas e respostas funciona desde sempre. Quando você tem dúvidas, este formato de diálogo funciona bem no mundo inteiro.

Este livro segue nessa toada, mesclando as questões mais frequentes com aquelas que os autores consideraram as mais importantes para responder. Esta obra é dedicada para os investidores que estão iniciando sua jornada com os FIIs, e também para aqueles que já investem, mas querem relembrar ou se aprimorar com novos conhecimentos.

Além do mais, quando as 101 Perguntas e Respostas sobre Fundos Imobiliários estavam sendo revisadas em março de 2020, o planeta foi tomado por uma série de quarentenas provocadas pela pandemia do Covid-19, uma crise de saúde de alcance global que provocou paralisações em atividades econômicas, atingindo o mercado financeiro em cheio – e os FIIs não ficaram de fora.

Em função disso, este livro ganhou um capítulo especial sobre o desempenho dos fundos imobiliários no contexto da crise do Coronavírus – uma síntese encadeada por Jean Tosetto sobre a maratona de entrevistas que o Professor Marcos Baroni conduziu em seu canal do YouTube, com especialistas do segmento e grande parte dos gestores dos principais FIIs.

Deste modo, quem investe em fundos imobiliários estará duplamente contemplado com este lançamento da Suno Research, que concilia aspectos perenes desta promissora indústria do mercado financeiro com um registro histórico de um momento que, certamente, será definidor dos rumos do século 21, em todos os sentidos.

Sobre os autores


O professor Marcos Baroni (1978) é formado em Tecnologia da Informação e pós-graduado em Educação. Em 1998 começou a lecionar em cursos de graduação e MBA nas áreas de Gestão de Projetos e Processos, iniciando também seus investimentos no mercado financeiro. Desde 2008 leva conhecimento por várias cidades do Brasil sobre como conquistar a independência financeira com foco em fundos imobiliários.

Jean Tosetto (1976) é arquiteto e urbanista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tem escritório próprio desde 1999. O autor e editor de livros é adepto do Value Investing e colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.

Vídeo de apresentação



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Como escolher um bom terreno para construir uma casa?


O arquiteto Jean Tosetto (quem?) explana sobre a escolha de um lote para erguer uma residência.
O arquiteto Jean Tosetto (quem?) explana sobre a escolha de um lote para erguer uma residência.

São vários fatores que devem ser levados em conta na escolha de um terreno para construir uma casa. Por isso, a compra de um lote não deve ser feita de forma isolada. É bom consultar engenheiros, arquitetos, e corretores de imóveis.


Transcrição editada de vídeo publicado em 17 de maio de 2020


Olá meus amigos, aqui o arquiteto Jean Tosetto, mais uma vez, para trazer conteúdo relevante para você, que está pensando em construir sua casa. Muitas vezes você não tem nenhum terreno ainda, e eu quero te ajudar com isso.

Como escolher um bom terreno para construir uma casa?

Localização


O primeiro ponto, essencial, é você definir a localização. Você tem que pensar que vai construir uma casa na sua vida – talvez duas – mas tem que ser uma casa que servirá para você, enquanto você trabalha, e servir também quando você estiver aposentado, porque a troca de imóvel, no Brasil, não é muito alta.

Neste sentido, será que é bom depender de carro para você comprar pão ou remédio? Acredito que não. Uma boa localização para um terreno é que ele fique num loteamento ou num condomínio próximo de equipamentos urbanos essenciais, como farmácia, padaria, posto de saúde. Depender de carro não é uma boa ideia. Se você puder ir a pé, de bicicleta ou mesmo usar o transporte público, é melhor.

Loteamento aberto, fechado ou condomínio?


O segundo ponto: é importante separar o que é loteamento aberto de loteamento fechado e condomínio. O loteamento aberto seguirá as regras básicas vigentes no município. O loteamento fechado terá regras adicionais internas, mas você será dono do seu lote. Já no condomínio, você será dono de uma fração ideal.

O loteamento fechado permite que você tenha a matrícula do lote em seu nome. No condomínio, você será praticamente sócio de todos os proprietários das demais frações ideais, embora as casas construídas sobre elas sejam particulares.

Pessoalmente, optaria por um loteamento fechado se fosse para morar num lugar que tenha portaria de controle de acesso.

Padrão construtivo do entorno


O loteamento aberto não paga condomínio e não paga mensalidade. Esse também um ponto importante, que traz para qualidade: você tem que atentar para a qualidade do empreendimento, seja loteamento aberto, fechado ou condomínio.

Como é a portaria? Como é a área de lazer? Se tem ou não tem. Se houver muito equipamento de lazer num loteamento fechado, você pagará por despesas maiores, em função disso.
No loteamento aberto: como está o meio fio?  Como está o asfalto? Como estão as construções vizinhas?

Você tem que observar as construções vizinhas: qual é o padrão de acabamento delas? É compatível com o que você tem para investir? Adianta você fazer uma casa pequena num loteamento que só tem casarões? Adianta você fazer um palacete num lugar onde a maioria das pessoas mora em casas pequenas?

Talvez não seja uma boa ideia você investir no padrão errado, para o lugar errado. Você tem que se inserir naquilo que cabe no seu bolso e que você está disponível a investir, para ter pelo menos um pequeno retorno.

Regulamentos e leis locais


Partindo da qualidade você tem que analisar o regulamento. Às vezes você tem dois loteamentos, com a mesma mensagem de lote, só que os regulamentos de ambos guardam diferenças. Tem regulamento que pede recuo lateral obrigatório e o outro, não, por exemplo.

Isso é bom? Isso é ruim? O regulamento, quando é mais restritivo, parece que limita a construção. Só que ele favorece o padrão construtivo. Já o regulamento que permite muitas coisas – encostar em duas divisas, por exemplo – ele tende a gerar casas geminadas. Mesmo que você não seja do lote do seu vizinho, você se comunicará com ele por parede. Talvez isso não seja interessante.

Então, é bom estudar o regulamento para saber se dá para fazer o projeto que você quer, de acordo com as leis locais. Preste atenção nas leis vigentes no município, no código municipal de obras. Atente sobre o recuo frontal do terreno e se tiver recuos de fundos, também, entre outros aspectos, como taxa de ocupação. Isso é muito importante ser avaliado.

Declividade


Olhando especificamente para o terreno, ele terá uma declividade. Será um aclive? Será um declive? Será caído para uma lateral ou para a outra? Um terreno com um declive muito acentuado pode encarecer o projeto. Será que a solução do projeto pedirá para você fazer um muro de arrimo? Esse tipo de muro é caro.

De preferência, procure uma declividade suave. Porém, se o lote for muito plano, quase no nível da rua, você terá que fazer um aterro porque é preciso fazer a tiragem de esgoto e água da chuva. Você terá que importar terra. Então, esse é um aspecto mais técnico e seria bom consultar um(a) engenheiro(a) ou um(a) arquiteto(a), para tanto.

Cuidado com a calçada


Se o lote for pequeno, preste atenção na calçada; se ela tem um poste, uma árvore ou uma boca de lobo; porque esses componentes limitam a escolha da posição garagem, para você entrar com o carro em seu terreno.

Insolação


Enfim, são vários aspectos para observar. Não basta só prestar atenção na insolação e escolher o lote apenas pela posição do sol, embora a insolação seja importante. Eu já disse, em outro vídeo, que os dormitórios, de preferência, devem ficar para o sol da manhã.

Portanto, se você não quer dormitório na fachada da sua casa, a fachada tem que ser voltada para o sol da tarde. Nesse caso, a testada do seu lote pode ser o sol poente, a oeste, seja noroeste ou sudoeste, por exemplo. Se você deixar os dormitórios para sol da manhã, na minha opinião será mais saudável.

Tipo do solo


Então, você tem que casar a insolação com a declividade e analisar o solo. Será que o loteamento foi implantado sobre um aterro? Será que o lugar foi antigamente uma plantação de arroz? Porque, se foi isso, o solo será úmido. Neste caso, como será a fundação da obra? Você tem que analisar esses aspectos para evitar a compra de um terreno num lugar que seja um atoleiro, por exemplo, pois teria que gastar muito com o alicerce da casa.

Na verdade, comprar um terreno sozinho é complicado. Você precisa de auxílio técnico de um(a) engenheiro(a) ou de um(a) arquiteto(a), e também do auxílio de um(a) corretor(a) de imóveis para verificar a documentação, que é um ponto essencial.

Documentação


Não adianta você comprar um belíssimo terreno, por um preço muito bom, se a documentação não pode passar para o seu nome. O terreno tem que estar livre para você fazer escritura e, depois de registrar a escritura, poder atualizar a matrícula do lote em seu nome. Não esqueça desse aspecto quando você comprar um terreno para construir.

Já falei (escrevi) demais. Vou me despedir por aqui, hoje. Um grande abraço e até a próxima.


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