Cultivando Rendimentos: Reflexões para buscar a independência financeira no longo prazo

Cultivando Rendimentos: Reflexões para buscar a independência financeira no longo prazo
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O que é mais fácil: trazer a complexidade da Bolsa para os leigos ou levar os conceitos do cotidiano para a Bolsa? Poucos brasileiros já compraram ações na vida, mas muitos já caminharam na beira do mar ou já tentaram fazer uma criança comer brócolis, por exemplo. É deste modo que Jean Tosetto apresenta o universo do mercado de capitais para o público em geral: tecendo analogias que facilitam a compreensão de aspectos que, se descritos de modo meramente técnico, seriam pouco atrativos. Este livro tem como foco a filosofia previdenciária mediante a obtenção recorrente de renda passiva.

Sinopse


Depois de colaborar com Tiago Reis em dois livros promissores sobre educação financeira e investimentos em renda variável (“Guia Suno Dividendos” e “Guia Suno de Contabilidade para Investidores”), Jean Tosetto apresenta uma antologia de artigos publicados nas páginas da Suno Research entre janeiro de 2017 e maio de 2019.

Ao fim de cada um dos 28 artigos selecionados e organizados em ordem temática progressiva, o autor incorpora um memorando inédito, que sintetiza um passo a mais na jornada proposta ao leitor, rumo à independência financeira.

Para tanto, ele não se limita a tratar de números, fórmulas e indicadores fundamentalistas. Porém, através de analogias e referências históricas, geográficas e literárias, traz os principais conceitos do mercado financeiro (como margem de segurança e diversificação) ao alcance daqueles que jamais cogitaram comprar ações de empresas e cotas de fundos imobiliários.

São os proventos gerados por estes ativos disponíveis em Bolsa de Valores que aumentam progressivamente a renda passiva do investidor, ou seja, a renda recebida sem a necessidade de trabalhar.

É justamente através da renda passiva proveniente de ações de empresas e cotas de fundos imobiliários (devidamente reinvestida para acionar o poder dos juros compostos) que os brasileiros podem atingir a plena aposentadoria, a despeito de eventuais reformas previdenciárias a serem propostas pelos governantes.

Para Tosetto, “um investidor não deve buscar apenas aumento de seu patrimônio monetário, mas também seu crescimento pessoal durante este processo”.

Em razão disso, “Cultivando Rendimentos” é um livro que recorre a ensinamentos filosóficos ao considerar que o leitor – e investidor em potencial – não é alguém que apenas completa as estatísticas do mercado, operando um Home Broker friamente. Ao contrário: “o investidor é um sujeito carregado de valores morais e crenças que ele desenvolveu ao longo da vida. É preciso saber até que ponto isso ajuda ou atrapalha em seu desempenho nos investimentos”.

Sobre o autor


Jean Tosetto (1976) é arquiteto e urbanista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tem escritório próprio desde 1999. O autor e editor de livros é adepto do Value Investing e colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.

Sobre o prefaciante


Tiago Reis (1985) é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Acumula experiências no mercado financeiro desde 2001 e foi sócio-fundador da Set Investimentos. Fundou a Suno Research em outubro de 2016.

Vídeo de apresentação




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Guia Suno Fundos de Investimentos: Como lucrar com estrategistas profissionais do mercado financeiro

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Cada vez mais os brasileiros descobrem os benefícios de investir em renda variável por meio da Bolsa de Valores de São Paulo. Uma das modalidades de acesso, para quem ainda possui receio de comprar diretamente as ações das empresas de capital aberto, são os fundos de investimentos. Neste livro editado por Jean Tosetto, a autora Gabriela Mosmann apresenta os conceitos gerais em torno destes ativos financeiros geridos por especialistas, e aponta caminhos para o investidor se beneficiar deles como pessoa física.

Sinopse


Os fundos de investimentos derrubam dois mitos relacionados ao mercado financeiro, que assustam os poupadores individuais que ainda alocam seus recursos em aplicações bancárias de baixo rendimento. O primeiro é que investir no mercado de capitais seria algo muito complexo e o segundo versa sobre a necessidade de ter muito dinheiro para começar.

O segundo mito cai facilmente quando observamos o preço das cotas de FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários) e ETFs (Exchange Traded Funds: fundos de índices comercializados). Em alguns casos, pelo preço de um café expresso – ou de uma refeição em família – é possível começar a investir via Home Broker, acessando estes ativos na Bolsa de Valores.

A noção de complexidade para estudar os investimentos corretos é aplacada quando o investidor descobre que pode contar com gestores e administradores profissionais ao tomar parte em fundos de investimentos, que funcionam como condomínios onde existem regras pré-estabelecidas e uma equipe de apoio formada por custodiantes e auditores independentes, sustentados por taxas correlatas.

Existem fundos negociados diretamente nas plataformas digitais de bancos e corretoras, sendo especializados em renda fixa, renda variável e multimercados; com foco no curto, médio e longo prazo; de modo a atender investidores de diversos perfis de tolerância ao risco, como os conservadores, os moderados e os agressivos. Portanto, antes de realizar aportes, cada investidor deve conhecer a si mesmo.

Neste livro, Gabriela Mosmann, economista com mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, conduz os leitores até os conhecimentos essenciais sobre os fundos de investimentos, delineando o potencial deles para atingir metas individuais, com abordagens sobre a diversificação e sua importância na composição dos portfólios.

Além de salientar os aspectos mais importantes sobre tributações e declarações relacionadas aos vários tipos de fundos, a autora também apresenta um breve teste de tolerância ao risco, para facilitar a identificação do perfil do investidor, para que este possa sentir-se mais tranquilo e confiante no prosseguimento de sua jornada.

Sobre a autora


Gabriela Mosmann (1990) nasceu em Novo Hamburgo e se formou em Economia pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – em 2014, concluindo o mestrado em Finanças em 2017. Investe no mercado de capitais desde 2010. Possui Certificado Nacional de Profissional de Investimento desde 2019, mesmo ano em que ingressou na Suno Research.

Sobre o editor


Jean Tosetto (1976) é arquiteto e urbanista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tem escritório próprio desde 1999. O autor e editor de livros é adepto do Value Investing e colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.


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Uma casa epicurista

A casa epicurista: imagem meramente ilustrativa.
A casa epicurista: imagem meramente ilustrativa.

As pessoas constroem casas, entre outras coisas, pois estão em busca da felicidade. Como seria desenvolver um projeto para Epicuro, um filósofo que dedicou sua vida justamente para esta busca?

Epicuro foi um filósofo grego que viveu entre os anos de 341 e 270 antes de Cristo. Sua doutrina era baseada na busca pela felicidade, de modo que, de tempos em tempos, seus ensinamentos são redescobertos por sucessivas gerações de seguidores.

Os estudiosos apontam que o tripé da felicidade, segundo Epicuro, consiste de uma vida bem analisada, da liberdade para fazer as próprias escolhas e do cultivo das sinceras amizades. Os epicuristas pregam que a felicidade pode ser sentida a partir dos prazeres simples da vida, que não devem ser confundidos com os desejos inúteis e artificiais, como a riqueza e glória, embora a independência financeira e política seja fundamental para sustentar a própria liberdade do indivíduo.

Os prazeres positivos seriam aqueles baseados em desejos naturais, ou seja: aqueles necessários para a proteção e a tranquilidade do corpo, incluindo a nutrição saudável e o sono revigorante. Para Epicuro, um sinal claro de tristeza é ter que fazer uma refeição sozinho. Além do mais, dois milênios depois de seu passamento, a humanidade gasta milhões de dólares em remédios contra a insônia, demonstrando que sua filosofia continua necessária.

Um desafio intelectual


Se fôssemos projetar uma casa baseada nos critérios de Epicuro, ela seria bem diferente das residências que vemos nas páginas de revistas e sites sobre Arquitetura, que priorizam aspectos estéticos e modismos que não respondem aos verdadeiros anseios e necessidades vitais dos seres humanos.

Não se pode confundir a receita da felicidade de Epicuro com o hedonismo, doutrina moral igualmente nascida na Grécia Antiga, que ganhou força durante a lenta decadência do Império Romano ao colocar a busca pelo prazer acima de tudo, sob o lema latino "Carpe diem" (curta o momento).

Os prazeres saudáveis que Epicuro defendia não eram extravagantes. Então, uma casa epicurista seria confortável, sem ser luxuosa: um abrigo para o corpo e a alma, livre dos desejos irrealizáveis para a maioria da população.

Um dos espaços mais valorizados da casa epicurista seria a cozinha em conjunto com a sala de jantar, onde o preparo dos alimentos ganharia destaque na rotina da família, retomando o costume das refeições com todos reunidos diante de uma mesa. Portanto, balcões ou bancadas para refeições rápidas e solitárias não fariam parte do programa. Algo me diz que esquentar comida no microondas seria um sacrilégio para Epicuro que, no entanto, não abriria mão de uma boa geladeira.

Epicuro dava grande valor para frutas, verduras e legumes em sua dieta. Um banquete, para ele, poderia ser feito com apenas um pedaço de queijo. Ele não recusava a carne em seus pratos, mas isso não era uma prioridade. Logo, numa casa epicurista, a churrasqueira seria dispensável, mas talvez um fogão a lenha pudesse ser considerado, bem como a varanda em seu entorno. Porém, a varanda só faria sentido se pudesse ser usada diariamente, e não somente em ocasiões especiais.

Sala para conversar


Se Epicuro encomendasse um projeto para um arquiteto, ele não se preocuparia em construir uma casa para chamar a atenção dos outros, mas certamente consideraria seu núcleo familiar e os amigos mais próximos. Razão pela qual a sala de estar seria uma extensão da sala de jantar, não para ver TV, mas para acomodar longas conversas noturnas.

O aparelho de som seria uma invenção maravilhosa para Epicuro e qualquer filósofo de seu tempo, mas a TV e o Home Theater logo seriam tratados com ressalvas, pois são equipamentos que dificultam os momentos de reflexão. Certamente, em função disso, não haveriam tomadas para computadores, carregadores de smartphones e outras televisões nos dormitórios. Estes seriam espaços exclusivos para o repouso dos filhos e para as relações afetivas do casal. Uma prateleira com livros, ao alcance da cabeceira da cama, seria bem vinda.

Os armários não seriam tão grandes: o suficiente para guardar as roupas realmente utilizadas. Os banheiros seguiriam a mesma premissa, com tamanhos suficientes para a correta higiene do corpo. A banheira, caso coubesse no orçamento, seria um objeto para relaxamento do corpo e da mente, nunca um objeto de ostentação.

Jardim indispensável


Embora a piscina possa ser útil para exercícios físicos, ela não faria parte do programa de necessidades básicas. Porém, um jardim, com espaço suficiente para breves caminhadas de pés descalços, logo cedo, seria impositivo. Um canteiro para cultivo de hortaliças e temperos também. O que era trivial na Grécia Antiga pode ser considerado a extravagância dos tempos modernos: áreas livres e permeáveis, a despeito do metro quadrado dos terrenos estar cada vez mais caro.

Se Epicuro pudesse eliminar a lavanderia do projeto, ele faria isso, pois o barulho da máquina de lavar roupas lhe incomodaria. Então, contrariando a lógica atual de fazer a área de serviço ao lado da cozinha, ele pediria este espaço o mais longe possível da casa, numa edícula aos fundos, que por ele seria compartilhada com os vizinhos, pois seu senso de comunidade era notável. Já o depósito para guardar tralhas seria inútil, uma vez que, em nome da simplicidade dos costumes, elas seriam evitadas.

Acredito que Epicuro seria um cliente perspicaz, a ponto de pedir certos aspectos no projeto que não seriam para satisfazer suas necessidades imediatas, mas lhe permitiram a liberdade de escolha de vender a casa futuramente. Por exemplo: guiar um carro seria uma sensação de liberdade que ele gostaria de experimentar. Então, uma vaga na garagem lhe bastaria.

Porém, pensando no futuro e no comportamento das famílias modernas, ele concordaria em construir duas vagas cobertas, embora jamais a terceira. Duvido que Epicuro gostaria de constatar que a garagem para os carros resultaria no maior cômodo de sua casa. Certamente a biblioteca ocuparia esta honra. A garagem da casa de Epicuro acabaria se tornando um atelier, cedido para alguma pessoa inclinada para as artes em seu círculo íntimo.

Vamos concordar que os livros não estão entre as prioridades das pessoas atualmente. No entanto, um pequeno escritório não deixaria Epicuro corado. Sua casa teria uma adega? Talvez, mas para poucas garrafas. A porta social teria quatro metros de altura? Jamais. A casa teria janelas tão grandes que só poderiam ser limpas com o auxílio de uma escada? Nunca.

A felicidade não está na posse das coisas


A casa de Epicuro faria sucesso em fotografias de colunas sociais? Eu duvido. Porém, pensar sobre como seria sua casa, hoje, nos faz lembrar do tempo que a gente perde trabalhando só para comprar coisas que não nos traz felicidade.

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Feliz Natal e Próspero 2020!

Feliz Natal e Próspero 2020! Votos de Jean Tosetto & Família

Estava sorvendo um café na Romana, quando avistei este presépio do outro lado da rua, ao lado da Igreja do Cambuí, em Campinas.

Comecei a refletir sobre o maior influencer de todos os tempos, que mesmo sem ter canal no YouTube ou perfil no Instagram, tem bilhões de seguidores.

Seus ensinamentos cabem em frases de Twitter:

"Amem uns aos outros, como vocês amam a si mesmos."

Ele nunca fez uma selfie, mas foi retratado pelos maiores artistas da História: Da Vinci, Michelangelo, Rafael, Dali.

Ele não inventou o smartphone, mas dizem que seu Pai criou o Universo. A despeito disso, ele não trabalhou na Apple: foi ajudante de carpinteiro.

Logicamente, uma pessoa tão especial rende muitos detratores e invejosos. Foi crucificado, mas ressuscitou numa manhã de domingo.

Há quem não acredite nisso. Ninguém filmou. Porém, muitos compartilharam.

Ele não tem fanpage verificada no Facebook, mas seu book é o mais impresso em centenas de idiomas.

A Coca-Cola já tentou se apropriar de seu aniversário, promovendo um tal de Papai Noel. Mas não adianta, em cada canto que vamos, um presépio nos lembra dele na época do Natal.

Feliz Natal! Feliz 2020!