Guia Suno Small Caps

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Cada vez mais os brasileiros descobrem os benefícios de investir em renda variável por meio da Bolsa de Valores de São Paulo. Uma das modalidades de investimento potencialmente mais rentáveis no longo prazo gira em torno das empresas de capital aberto que são consideradas "Small Caps". Neste livro editado por Jean Tosetto, os autores Rodrigo Wainberg e Tiago Reis traçam um panorama sobre as ações que podem conciliar a distribuição de dividendos com a capacidade de valorização superior ao verificado nas empresas de grande porte já consolidadas.

Sinopse

“Toda Large Cap um dia já foi uma Small Cap”. Talvez esta seja a frase que justifique as estratégias de investimentos em empresas de pequena capitalização no mercado financeiro. Afinal de contas, se uma grande companhia tem algo que possa ser comparado ao DNA de organismos vivos, este será o mesmo desde o princípio, de modo que certos negócios já nascem com potencial para serem grandes oportunidades – o desafio é identificá-las.

Este é o propósito do Guia Suno Small Caps: auxiliar o investidor individual em sua busca pelas empresas que guardam, dentro de si, as maiores possibilidades de crescimento na Bolsa de Valores. As barreiras que grandes empresas enfrentam para sustentar crescimentos acelerados, por tempo indeterminado, não são vistas nas companhias menores, que a despeito de uma estrutura mais enxuta, podem galgar maior participação nos mercados em que estão inseridas.

Há vários modos de abordar o investimento em Small Caps, além de estudar o potencial de crescimento das companhias de capital aberto: existem empresas que reagem aos ciclos econômicos e outras que já foram grandes, mas enfrentam processos de recuperação, tentando o chamado “Turnaround”. O investimento refinado em valor, Deep Value, também é um caminho.

Embora, historicamente, as Small Caps ofereçam retornos superiores aos investimentos focados nas empresas já consolidadas (como as Blue Chips), elas também carregam riscos inerentes, como menor liquidez das ações aliada com a maior volatilidade dos preços, custo de capital mais elevado e menor transparência de informações além das regulamentares.

Por isso, desenvolver um roteiro de análise de uma Small Cap é fundamental. Os autores Tiago Reis (fundador da Suno Research) e Rodrigo Wainberg (analista responsável pela carteira de Small Caps da Suno) apresentam um passo a passo fácil de entender, neste sentido. Para complementar os conceitos, eles também desenvolvem um estudo de caso sobre a Metisa, empresa de artefatos metálicos sediada em Timbó, Santa Catarina.

Sobre os autores

Tiago Reis (1985) é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Acumula experiências no mercado financeiro desde 2001 e foi sócio-fundador da Set Investimentos. Fundou a Suno Research em outubro de 2016.

Rodrigo Wainberg (1993) é Bacharel em Física pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul – e investe em ações desde 2012. Possui registro de Analista e Consultor de Valores Mobiliários, sendo profissional aprovado no Level III da certificação do instituto internacional CFA.

Sobre o editor

Jean Tosetto (1976) é arquiteto e urbanista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tem escritório próprio desde 1999. O autor e editor de livros é adepto do Value Investing e colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.


Veja também:

Não basta projetar: é preciso empreender

Arte digital sobre a capa do livro do Paulo Mezzomo.
Arte digital sobre a capa do livro do Paulo Mezzomo.

Em meio a um mercado imobiliário ensaiando sinais de recuperação, após uma das piores recessões das últimas décadas, um jovem arquiteto empreendedor apresenta um livro para colaborar com sua classe profissional.

Por Jean Tosetto *

No começo da década de 2010, o Governo Federal parecia um pai de família que comprava tudo que os filhos pediam. Estes, porém, não desconfiavam que o país estava abusando do cartão de crédito e do cheque-especial, pois havia grande expectativa sobre os eventos que antes ocorriam em lugares do primeiro mundo, como a Copa da FIFA e as Olimpíadas.

Com o crédito facilitado na praça, a construção civil vivia uma fase de intenso aquecimento. O ciclo do mercado imobiliário estava em alta. Como reflexo, muita gente se interessou por cursar Engenharia Civil, Design de Interiores e Arquitetura.

Enquanto o número de alunos nas faculdades crescia, a economia brasileira começava a dar sinais de desgaste. A recessão se instalou a partir de 2014 e estamos, meia década depois, ainda tentando sair dela. Desde então, o mercado imobiliário derreteu, enquanto muitos alunos no meio do curso não se deram conta disso.

O resultado: em 2019 temos menos demanda por projetos e muito mais profissionais formados e disponíveis no mercado de trabalho. De acordo com o anuário do CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo - o Brasil tinha 105 mil arquitetos registrados em 2012. Em 2017 este número subiu para 154 mil: um crescimento de 47% em apenas cinco anos.

Com tantos arquitetos para poucos projetos, vem a constatação lógica: o excesso de profissionais no banco de reservas pressiona para baixo a remuneração dos titulares. Ignorar esta realidade e comportar-se como os profissionais de antigamente não resolverá a questão.

Antigamente, você podia trabalhar como autônomo e tudo bem. Um arquiteto podia se concentrar apenas em projetos, sem se envolver com as obras, e ainda assim tinha remuneração suficiente para viver com dignidade, mesmo morando numa cidade pequena, onde os concorrentes eram poucos. Havia uma ou outra faculdade de Arquitetura e Urbanismo no Brasil.

Porém, esse tempo não volta mais. As faculdades se multiplicaram. O excesso de profissionais formados não é um problema só dos arquitetos. Tempos novos exigem novos comportamentos.

Há luz sobre as pranchetas eletrônicas

Nem tudo é desespero. Ainda temos boas notícias para os arquitetos: como eles trabalham com a criatividade, estão mais protegidos contra os computadores que já dizimaram várias profissões. Com os preços dos imóveis cada vez mais impraticáveis, é preciso cada vez mais criatividade para desenvolver soluções para espaços cada vez menores. Há, ainda, muita coisa para ser construída no Brasil, especialmente casas próprias de pequeno porte.

Mas ter criatividade não basta. Para sobreviver no mercado de trabalho, o arquiteto deve ir além do "saber projetar". É preciso "saber executar" também. Participar ativamente das obras, para garantir a qualidade do projeto e para aumentar as fontes de receita, será algo cada vez necessário aos arquitetos.

O aumento da complexidade das tarefas deve ser acompanhado da melhora da gestão do próprio trabalho. Profissionalizar o escritório e formalizar a atuação no mercado, mediante pessoa jurídica, é o desafio dos novos profissionais ou dos profissionais que precisam se reinventar.

Logicamente, não são todos que vão conseguir: somente os mais disciplinados e perseverantes arquitetos, já dotados de criatividade, irão prosperar. O CAU não tem mecanismos para ajudar os indivíduos nisso. As faculdades, que sequer dão conta dos avanços tecnológicos da profissão, não estão preparadas para incutir o empreendedorismo em suas grades habituais.

A vontade começa com a necessidade

Aprender a empreender é possível, mas isso depende da iniciativa de cada um. Existem pós-graduações para tanto e cursos livres, de duração variada. Existem ainda os livros que abordam o assunto, dentre eles podemos citar vários do Professor Ênio Padilha - engenheiro eletricista que abraçou a causa da Administração e faz mais pelos arquitetos do que muitos veteranos do ofício.

Ao time de autores que trabalham pelas melhorias nas condições de atuação dos profissionais de projeto, se junta o jovem arquiteto Paulo Mezzomo, do Rio Grande do Sul. Em seu livro recém-lançado, "Empreendedorismo e Gestão de Escritórios de Arquitetura", ele discute a abertura planejada de escritórios, as estratégias de Marketing para alcançar mais clientes e como negociar contratos com estes.

Além disso, o criador do site ArquitetoExpert.com propõe um método para precificação de serviços, levando em conta as burocracias financeiras, contábeis e jurídicas - com a quais todos devem lidar. Entre os aspectos mais desafiadores, Mezzomo aborda a contratação de colaboradores para alavancar os negócios, superando o medo e a insegurança, que são obstáculos inerentes para quem começa a empreender.

Escrito numa linguagem acessível, o "Guia Completo e Definitivo do Iniciante ao Avançado" de Mezzomo é um compêndio de vários livros e cursos que o autor assimilou durante mais de dez anos de carreira. O próprio livro, publicado de forma independente, demonstra o quanto ele acredita nos ideais que prega. Para adquirir a obra, clique no link a seguir:

http://lp.arquitetoexpert.com/livro/

* Jean Tosetto é coautor do livro "Arquiteto 1.0 - Um manual para o profissional recém-formado", lançado em dezembro de 2015.

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Por que o brasileiro gosta tanto de imóveis?

Família de colonos gaúchos e suas posses na região de Santa Rosa, noroeste do Rio Grande do Sul, em fotografia de 1974, sem autor conhecido, pertencente ao acervo do arquiteto.
Família de colonos gaúchos e suas posses na região de Santa Rosa, noroeste do Rio Grande do Sul, em fotografia de 1974, sem autor conhecido, pertencente ao acervo do arquiteto.

Comprar a casa própria ou investir no mercado de capitais? Esta dúvida volta e meia cerca os investidores e os educadores financeiros. Sem impor vereditos, é preciso compreender os motivos que levam as pessoas a valorizar ativos palpáveis.

Por Jean Tosetto *

A cada dia mais brasileiros descobrem os benefícios de investir em renda variável, através da Bolsa de São Paulo que, entre diversos tipos de aplicações, permite ao investidor individual comprar ações de empresas de capital aberto e cotas de fundos imobiliários.

Um grande esforço está sendo empregado por parte de educadores financeiros que, através de cursos, livros e principalmente vídeos no YouTube, professam as vantagens de investir no mercado de capitais ao invés de confiar as economias ao sistema bancário tradicional e mesmo ao mercado imobiliário.

Neste ponto, ainda existe uma grande resistência por parte do brasileiro médio (que consegue poupar para investir), em migrar seus recursos empregados nos imóveis para os ativos do mercado financeiro.

Em um de seus vídeos, Tiago Reis, fundador da Suno Research, conversa com Jacinto Santos, especialista em fundos imobiliários e editor do site Funds Explorer.



A questão que vale um milhão

Ele propõe a seguinte situação: se alguém tivesse um milhão de reais disponíveis para investir e as alternativas fossem comprar a casa própria ou montar uma carteira de fundos imobiliários, para receber os rendimentos mensais, morando num imóvel alugado; o que seria melhor?

Reis e Santos demonstram, por “A” mais “B”, que comprar cotas de fundos imobiliários, receber os rendimentos mensais e usar parte deles para pagar aluguel é a solução correta para o dilema apresentado.

A ressalva para os argumentos da dupla é que eles compõem uma “análise fria, desapaixonada e meramente financeira”. Sob este aspecto, sim, eles estão cobertos de razão. Só tem um problema: o brasileiro, assim como todo cidadão latino-americano, não toma decisões puramente frias e desapaixonadas.

O brasileiro é apaixonado

Para o bem da verdade, nenhum povo do mundo, incluindo aqueles que vivem na Europa Setentrional, é formado por gente que toma decisões puramente racionais. O ser humano é um animal essencialmente emocional. Ocorre que o lado emocional é mais forte em povos de origem latina e, especialmente, entre os brasileiros.

Não é por falta de educação financeira que o brasileiro gosta dos imóveis: é por causa de costumes enraizados no processo de miscigenação que formou um povo e uma nação.

Se compreendermos as origens dessa mistura, encontraremos a chave que explica a predileção dos brasileiros por adquirir a casa própria antes de investir em outras frentes.

A nação brasileira é composta basicamente por imigrantes de todos os continentes. Os índios nativos, atualmente, respondem por uma fração pequena da nossa população. Os primeiros a chegarem aqui foram os portugueses e espanhóis, ainda no século XVI. Depois vieram os africanos que, infelizmente, aportaram em terras brasileiras como escravos.

Após a abolição do trabalho escravo, uma grande leva de imigrantes italianos, alemães e de outras regiões da Europa, veio para o Brasil no fim do século XIX, mediante promessas de terras acessíveis e pela possibilidade de ascensão social. Na sequência, vieram povos do Oriente Médio e da Ásia.

A vida não era fácil na origem e no destino

Como era o cotidiano desses imigrantes em suas regiões de origem, uma vez que o próprio conceito de país estava sendo reorganizado naquele tempo?

Em geral, era uma rotina difícil e baseada num sistema econômico agrícola falido, entre aqueles que não aderiram precocemente aos avanços da Revolução Industrial – uma das razões pela qual os poucos ingleses que vieram para o Brasil, durante o auge do ciclo do café, se concentraram na construção e manutenção de ferrovias.

Enquanto Itália e Alemanha se unificavam tardiamente, por exemplo, boa parte da população passava fome, cultivando tradições feudais ultrapassadas, diante do fracionamento extremo das terras voltadas para a Agricultura.

O patriarca de uma família tinha um pedaço de terra e, para viver dela, era incentivado a ter um grande número de filhos, pois estes lhe ajudariam na lavoura. Quando o chefe da família morria, sua terra era dividida entre os herdeiros. Após sucessivas gerações este sistema entrou em colapso, empurrando um grande contingente para a mendicância ou para o trabalho como meeiro.

Novo continente – velhos costumes

Logo, quando países do mundo novo como Canadá, Estados Unidos, Austrália, Argentina e Brasil acenaram para os europeus com grandes quantidades de terra ou mesmo doações para aqueles dispostos a desbravar territórios; muita gente não pensou duas vezes.

 “Fazer a América” significava vencer na vida e isso passava por adquirir terra nova que, em última instância, são imóveis. Em suma, o Brasil só foi ocupado integralmente em função da replicação do sistema de divisão de terras entre herdeiros.

Colonos gaúchos migraram para o norte do Paraná, para que seus filhos pudessem ter as próprias colônias. Isso se repetiu com a ocupação do Mato Grosso (do Sul e do Norte) e ainda vemos os últimos resquícios dessa prática em Rondônia, no limiar da Amazônia, que atualmente é a última fronteira de expansão do país.

Com a urbanização e a industrialização tardia da economia brasileira, acentuada após a Segunda Guerra Mundial, o país viveu o êxodo rural, que afetou principalmente os estados da Região Nordeste.

Um teto é como um pódio

Para o sofrido povo nordestino, ir para São Paulo ou Rio de Janeiro, conquistar a casa própria e depois melhorar as condições de vida de quem ficou no sertão, era o novo significado de vencer na vida.

Mais do que uma obsessão, morar sob o próprio teto era uma questão de honra: uma prova de que o emigrante que veio para o Sul é um vencedor.

Neste processo, muita gente foi além, construindo imóveis para alugar e obter renda extra ou mesmo renda integral. Muitos destes empreendedores não querem saber de investir dinheiro por meio da Bolsa e educam seus filhos para trilhar o mesmo caminho.

Vale lembrar que o moderno sistema financeiro nacional só foi implantado no final da década de 1960, incluindo as novas Bolsas de Rio de Janeiro (já fechada) e São Paulo (a B3 atual). Em termos históricos, este meio século é muito pouco tempo se comparado com as centenas de anos predecessores, nos quais o investimento considerado mais seguro era comprar terras e tijolos.

Não há como ser taxativo e dizer que aqueles que ainda pensam assim estão errados, pois eles apenas respeitam suas origens que, por sua vez, tem muito peso na formação de seus perfis de investimento.

Autoconhecimento: essencial para o sucesso

A partir do momento que compreendemos que somos movidos por emoções que interferem em nossas razões, teremos mais condições de dosar a sua influência em decisões tão importantes, como as que envolvem grandes somas de dinheiro.

Neste ponto, voltamos ao dilema proposto por Tiago Reis e Jacinto Santos, sobre usar um milhão de reais para comprar a casa própria ou investir em fundos imobiliários.

Já sabemos que a análise puramente racional recomenda o investimento nos fundos imobiliários e que uma decisão baseada apenas no lado emocional levaria o dono do dinheiro a comprar a sua casa.

Os argumentos financeiros usados na questão afirmam que imóveis residenciais alugados rendem, em média, 0,4% ao mês, ao passo que fundos imobiliários conservadores entregam até 0,65% ao mês na forma de rendimentos.

Logo, um milhão de reais empatados numa casa alugada custariam R$ 4.000 para o inquilino, ao mês. Já uma carteira de fundos imobiliários, com o montante de um milhão de reais aplicados, tenderia a entregar R$ 6.500 para o cotista, havendo um saldo positivo de R$ 2.500 por mês.

O ponto central seria o ponto de equilíbrio?

E se pudéssemos encontrar o caminho do meio, entre a razão e a emoção?

Por exemplo, ao invés de comprar uma casa de um milhão de reais, o investidor poderia comprar um terreno e construir uma casa nova, destinando, neste processo, apenas R$ 500 mil. Com os outros R$ 500 mil ele formataria uma carteira de fundos imobiliários que lhe renderia cerca de R$ 3.250 por mês, ou seja, R$ 750 por mês a mais do que se ele estive apenas investido em fundos imobiliários e pagando aluguel. Estamos falando de R$ 9.000 a mais, por ano.

Porém, há um detalhe importante nesta história: uma casa nova vale, em média, cerca de 30% a mais do que a soma do preço do terreno com o custo da construção. Logo, o patrimônio imobiliário não seria apenas de R$ 500 mil, mas de R$ 650 mil que, somados com os R$ 500 mil investidos em fundos imobiliários, totalizam R$ 1.150.000.

Este cenário é plenamente realizável em cidades de porte médio no interior ou em cidades vizinhas de grandes capitais, ofertando um bom padrão de vida para o proprietário do imóvel, que poderia ter seus 150 m² de área construída num loteamento ou condomínio bem localizado.

Nada mal para quem mesclou emoção com razão, não é mesmo?

Várias respostas – isso é bom

Mais uma vez, não podemos ser taxativos. Não existe certo ou errado nos investimentos. O que existe é o perfil de cada investidor que deve ser respeitado. Ser radical nestas questões não costuma produzir bons resultados.

De certo, mesclar investimentos nos mercados financeiro e imobiliário pode ser uma estratégia inteligente, desde que o investidor saiba o que está fazendo.

Você pode argumentar: “Pô, Jean! Você é arquiteto. Está puxando a sardinha para o seu lado”.

Serei forçado a concordar que a minha experiência profissional influencia diretamente o meu modo de pensar. Porém, sobre colher os benefícios dos dois tipos de mercado (financeiro e imobiliário), eu conversei com a Alice Porto, a Contadora da Bolsa, sobre o assunto. Você pode conferir o vídeo no canal dela.


A propósito: você já leu o livro da Alice Porto? “101 Perguntas E Respostas Sobre Tributação Em Renda Variável” está disponível como e-book na Amazon. 

No mais, toda decisão é pessoal. Cada uma toma a sua. Conselhos são bons, mas não são mandamentos.

* Jean Tosetto é arquiteto e urbanista formado pela FAU PUC de Campinas, tem escritório próprio desde 1999. Autor e editor de livros, é adepto do Value Investing. Colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017.

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Residência Barbieri no Terras do Cancioneiro em Paulínia - 2017~2019

Este sobrado possui 285 m² de área construída num terreno de 390 m²: espaço suficiente para abrigar uma família que quase dobra de tamanho nos fins de semana.
Este sobrado possui 285 m² de área construída num terreno de 390 m²: espaço suficiente para abrigar uma família que quase dobra de tamanho nos fins de semana.

O que é investir no longo prazo? Há vários modos para responder.

O casal que construiu este sobrado recém concluído no Terras do Cancioneiro em Paulínia, me procurou originalmente em 2008, quando projetei outro sobrado para eles no Reserva Real, que não saiu do papel.

As contingências da vida forçaram eles a optar pela compra de uma casa térrea no Campos do Conde.

Porém, em 2016 eles voltaram a falar comigo. Estavam comprando um terreno num condomínio, mas a documentação não deu certo. Recomendei o Cancioneiro para eles.

Nesse meio tempo, vi seus filhos crescerem, aprenderem a gostar de Rock e torcerem pelo nosso Palestra, que foi campeão algumas vezes.

Quando vejo as bicicletas no fundo da garagem desta linda casa, fico feliz por ter ajudado uma família que escolheu nossa cidade para morar.

Deste modo, sinto vontade de seguir em frente, fazendo o meu melhor em cada trabalho convertido em desafio, agora com uma equipe maior para me ajudar, enquanto colaboro com outro grande time, que por sua vez alcança o Brasil professando o investimento no... longo prazo.

O corte longitudinal do projeto mostra a separação, na cobertura, entre laje técnica para os equipamento de ar condicionado e a torre do reservatório de água, que segue sendo uma necessidade no Brasil.
O corte longitudinal do projeto mostra a separação, na cobertura, entre laje técnica para os equipamento de ar condicionado e a torre do reservatório de água, que segue sendo uma necessidade no Brasil.

Na fase de estudos do projeto, a fachada não contava com beirais em todos os segmentos da platibanda que protege o telhado. O guarda corpo dos terraços ainda era parcialmente composto por painéis de vidro.
Na fase de estudos do projeto, a fachada não contava com beirais em todos os segmentos da platibanda que protege o telhado. O guarda corpo dos terraços ainda era parcialmente composto por painéis de vidro.

Reprodução do desenho da fachada em caráter unidimensional representando duas dimensões, conforme foi apresentado para aprovação do projeto no loteamento fechado, que popularmente é citado como condomínio.
Reprodução do desenho da fachada em caráter unidimensional representando duas dimensões, conforme foi apresentado para aprovação do projeto no loteamento fechado, que popularmente é citado como condomínio.

Um casa completa com três suítes e um mezanino no pavimento superior; salas, cozinha e reversível no pavimento térreo, churrasqueira e piscina aos fundos, além  das dependências de praxe. Tudo embalado numa arquitetura de linguagem contemporânea.
Um casa completa com três suítes e um mezanino no pavimento superior; salas, cozinha e reversível no pavimento térreo, churrasqueira e piscina aos fundos, além  das dependências de praxe. Tudo embalado numa arquitetura de linguagem contemporânea.

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