Estoicismo e investimentos: um vídeo e um e-book

Detalhe de “Vista imaginária de Roma com a estátua equestre de Marco Aurélio, a coluna de Trajano e um templo” (1786), pintura de Hubert Robert (1733-1808) pertencente ao acervo do Museu Nacional de Arte Ocidental, Tóquio, Japão.
Detalhe de “Vista imaginária de Roma com a estátua equestre de Marco Aurélio, a coluna de Trajano e um templo” (1786), pintura de Hubert Robert (1733-1808) pertencente ao acervo do Museu Nacional de Arte Ocidental, Tóquio, Japão.

Aprender e se aprimorar sempre: um dos conselhos certeiros que podemos oferecer a quem nos brinda com sua atenção. O diploma é só um ponto de partida.

Na vida existem os pontos de partida e os planos para atingir pontos de chegada. No meio do caminho acontecem mudanças de rumos, alguns imprevistos, aperfeiçoamentos. Um diploma universitário, por exemplo, não determina o que alguém fará até o final de sua carreira.

Pode ser que você comece sua vida profissional como arquiteto, se interesse por mercado financeiro e desague no estudo do estoicismo, após concluir que esta filosofia helenística tem muitas afinidades com a sua educação religiosa pregressa.

Deste modo, fui convidado para participar da mesa 3 da Stoicon X - Aracaju 2021, evento de estudo filosófico organizado pelo GT Epicteto e grupo Viva Vox, sob a tutela do Professor Doutor Aldo Dinucci, da Universidade Federal do Sergipe.

Minha breve palestra teve o seguinte tema "Estoicismo aplicado aos investimentos: controle emocional para lidar com os riscos inerentes da renda variável".

Este também foi o assunto que abordei no terceiro e-book da coleção "Leituras Rápidas", numa parceria da Amazon Brasil com a Suno, empresa consultora sobre investimentos para a qual presto serviços desde 2017. Segue o link a para adquirir este conteúdo: https://amzn.to/30VoaoK

No vídeo a seguir, você pode ver ou rever minha breve palestra neste seminário rico em diversidade de pensamento e associações de temas:


As apresentações foram divididas em quatro mesas cujos vídeos, na íntegra, estão disponíveis nos links a seguir:





Assista também: "STOICON X ARACAJU VIVA VOX: DONATO FERRARA, OS LIMITES DA AÇÃO POLÍTICA ESTOICA": https://youtu.be/Y9M4iGJgJRQ

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Residência Capri no Villa Bella Siena em Paulínia - 2020~2021

Contrariando as tendências extravagantes da moda, esta casa apoia-se sobre fortes fundamentos de concreto armado e na sobriedade de suas linhas limpas que contornam uma volumetria harmoniosa.
Contrariando as tendências extravagantes da moda, esta casa apoia-se sobre fortes fundamentos de concreto armado e na sobriedade de suas linhas limpas que contornam uma volumetria harmoniosa.

Uma casa térrea moderna com pátio central para resgatar uma tradição do Mediterrâneo: uma mescla que deu liga em ambientes confortáveis e acolhedores.

Do que uma família precisa para ser feliz? Cada profissional poderá responder de forma diferente e ninguém terá a solução completa. Um padre ou pastor vai recomendar a fé. O psicólogo vai recomendar o convívio em harmonia. O filósofo vai recomendar a reflexão. O arquiteto vai recomendar uma casa bem planejada, a partir da qual a fé, a reflexão e o convício em harmonia serão abrigados.

Uma casa não precisa ser a maior do bairro, a mais arrojada, a mais antenada com o que há de mais recente em materiais e técnicas construtivas. Se ela tiver uma boa iluminação e ventilação natural, espaços minimamente generosos e uma organização que facilite o dia a dia, boa parte da equação estará resolvida. A outra parte depende de quem vai morar nela.

O projeto desta residência levou tudo isso em conta. O terreno de 364 m², com 13 metros de testada por 28 metros de profundidade, recebeu uma área construída de 210 m², dos quais 11,75 são da piscina e o restante da casa em si.

A garagem, de 32,15 m², comporta dois carros de grande porte cobertos, com um acesso de serviço para a lavanderia, além do acesso social, cujo vestíbulo incorpora um lavabo e um escritório para home office, antes de prover o ingresso para as salas de estar e jantar. 

No meio desta grande sala com pé-direito elevado, há um corredor privativo que serve duas suítes simples e a suíte do casal, com closet. Ainda nesta circulação, há uma saleta de apoio para que os dormitórios fiquem livres das escrivaninhas de computadores ou laptops.

Ainda da grande sala, temos acesso fácil para a cozinha que abarcou o que seria a varanda gourmet, diante de um pátio central onde fica a piscina, perto de um banheiro externo e de um depósito. Contornando a casa por fora, temos um canteiro linear, compartilhado por mudas de jardinagem e hortaliças.

As imagens a seguir dão conta de ilustrar o que este breve texto não detalhou.


Pudemos visitar a residência antes mesmo da colocação completa do mobiliário. As salas de estar e jantar possuem pé-direito elevado e uma parede decorada com revestimento cerâmico de alto relevo.
Pudemos visitar a residência antes mesmo da colocação completa do mobiliário. As salas de estar e jantar possuem pé-direito elevado e uma parede decorada com revestimento cerâmico de alto relevo.

No corredor de acesso para as três suítes, encaixamos uma saleta privativa de apoio para estudos.
No corredor de acesso para as três suítes, encaixamos uma saleta privativa de apoio para estudos.

A suíte do casal possui amplo closet no estilo "walk-in" e duas janelas para promoção da ventilação cruzada natural.
A suíte do casal possui amplo closet no estilo "walk-in" e duas janelas para promoção da ventilação cruzada natural.

A cozinha incorporou a churrasqueira ao lado da pia, levando o fogão cooktop para a ilha central com duas alturas, sob um eficiente exaustor.
A cozinha incorporou a churrasqueira ao lado da pia, levando o fogão cooktop para a ilha central com duas alturas, sob um eficiente exaustor.

A piscina, protegida por uma cerca modular removível, fica no pátio central da casa, favorecendo a iluminação e ventilação natural de diversos ambientes, resgatando uma tradição arquitetônica do Mediterrâneo.
A piscina, protegida por uma cerca modular removível, fica no pátio central da casa, favorecendo a iluminação e ventilação natural de diversos ambientes, resgatando uma tradição arquitetônica do Mediterrâneo.

No corredor externo da lateral direita da construção, há um canteiro que mescla jardinagem com hortaliças para o consumo da família.
No corredor externo da lateral direita da construção, há um canteiro que mescla jardinagem com hortaliças para o consumo da família.

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Leia para Investir e Prosperar

Leia para Investir e Prosperar
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Assim como os investimentos bem-sucedidos de longo prazo, a leitura de bons livros liberta em vários sentidos: expande as ideias e aumenta o repertório intelectual dos leitores. Aprender sobre renda variável, lendo, é uma forma de prosperidade que vai além de simplesmente acumular patrimônio financeiro. Esta obra é uma ode aos livros sobre educação financeira e filosofia.

Sinopse

As pessoas nascem com o instinto da sobrevivência. Desse instinto deriva a vontade de prosperar entre os seres humanos. Assim que tomam consciência da própria individualidade, as crianças desejam crescer e, quando ganham certa estatura, vão para a escola aprender a ler. A leitura abre um universo de possibilidades. Através da leitura algumas pessoas aprendem, inclusive, a investir no mercado financeiro.

Logo, se o ato de prosperar pode ser considerado um desejo inato, os atos de ler e investir devem ser aprendidos. Então, os interesses pela leitura e pelos investimentos precisam ser despertados nas pessoas, pois são vontades que não nascem com elas. Um argumento forte para convencê-las disso é que ler e investir proporciona a prosperidade, no sentido amplo da palavra. 

Posto isso, por onde começar? A proposta deste livro é responder a esta questão. “Leia para Investir e Prosperar” não é apenas um título, mas um conselho abrangente. 

Nesta obra, Jean Tosetto reúne diversas resenhas críticas sobre livros de educação financeira, investimentos e filosofia, escritas para a Suno Research entre 2017 e 2021, de modo a ofertar uma curadoria para o leitor complementar seus estudos – uma vez que o objetivo não é sintetizar o conteúdo dos autores citados, mas apontar caminhos para que cada um possa buscar novas fontes de sabedoria, pois segundo Tosetto, “quem é autodidata está sempre construindo ou reformando seu palácio mental”.

Deste modo, o livro passeia pelo pensamento de George Clason, Robert Kiyosaki e Max Gunther, autores de best-sellers; bem como Décio Bazin e Gerard Haentzschel, escritores brasileiros que testemunharam os primeiros anos da moderna Bolsa de São Paulo, reorganizada em 1967. Na sequência, os ensinamentos de mestres internacionais como Benjamin Graham, Warren Buffett, Peter Lynch e Joel Greenblatt – todos adeptos do Value Investing – são abordados sob a ótica da realidade brasileira.

Recorrendo ao passado longínquo, Jean resgata textos de caráter filosófico, por defender que a leitura deles pode ser benéfica para a formação de uma mentalidade equilibrada para os investidores, de modo que eles possam lidar melhor com suas emoções, as controlando com a racionalidade que deve imperar nas análises dos ativos financeiros e, consequentemente, nas tomadas de decisões.

Então, o general Sun Tzu pode ser um bom consultor para os nossos tempos, assim como os antigos pensadores como Epicuro, Cícero, Sêneca, Epicteto e o imperador Marco Aurélio. Descartes, o pai da matemática e da filosofia moderna, oferece um método que pode ser aplicado aos investimentos, em consonância com a postura de Charlie Munger, de acordo com o autor – que discute, ainda, os escritos do contemporâneo Alain De Botton e faz uma breve inserção sobre a influência da música nas estratégias de investimentos em longo prazo.

Em passagens complementares, Tosetto defende o investimento recorrente em ações de empresas que pagam dividendos, bem como em fundos imobiliários. Ao fim do livro ele apresenta o seu racional para garimpar bons ativos geradores de renda passiva, de acordo com o perfil de investimento “defensivo dentro do universo intrinsicamente arrojado da renda variável”.

Sobre o autor

Jean Tosetto (1976) é arquiteto e urbanista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, São Paulo. Tem escritório próprio desde 1999. O autor e editor de livros é adepto do Value Investing e colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017, onde já escreveu livros de sucesso em parcerias com Tiago Reis, Professor Baroni e Felipe Tadewald. Publicou sua primeira obra, “MP Lafer: a recriação de um ícone”, em 2012, de forma independente.

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Live de apresentação do projeto editorial no Instagram:

O longa "Fórmula Selvagem" é lançado na Pedreira do Chapadão em Campinas

Este Opala participou da gravação do filme e de sua estreia.
Este Opala participou da gravação do filme e de sua estreia.

Quer fazer algo diferente? Prepare-se para lidar com a indiferença, que é o comportamento reinante entre muitas pessoas que nos cercam. Felizmente existem exceções e, desse modo, aquilo que é inusitado é produzido. O resultado agradará a maioria? Se é esquisito, dificilmente. E daí? É do estranhamento que vem a contestação e dela evoluímos para algo melhor.

- Jean Tosetto

Em 2015 estava num encontro mensal de carros antigos que acontecia no Shopping de Paulínia, quando fui abordado pelo diretor e produtor de cinema independente Flávio Carnielli, que estava procurando proprietários de veículos nacionais da década de 1970. Ele e sua esposa, Helen Quintans, estavam realizando um filme na cidade e precisavam desses automóveis emprestados para gravar várias cenas.

Acabei emprestando meu MP Lafer e eu mesmo (um ex-ator canastrão de teatro amador e ex-figurante de filme cult) para uma sequência atroz do enredo. Além disso, apresentei alguns colegas que também poderiam ceder seus Dodges e Opalas da vida. Como tenho afinidade e um certo magnetismo com gente que anda fora dos trilhos, acabei virando amigo do casal de cineastas.

No começo de 2016, eles fizeram a cobertura fotográfica do lançamento do meu segundo livro, "Arquiteto 1.0", realizado no Ponto 1 Bar de Barão Geraldo, um dos patrocinadores da empreitada de Quintans e Carnielli. Naquele dia, recomendei eles para o Alan Cury, então presidente do núcleo campineiro do IAB - Instituto de Arquitetos do Brasil - para a produção de um documentário sobre a música erudita e o patrimônio histórico campineiro.

Cinco anos se passaram e finalmente o filme "Fórmula Selvagem" ficou pronto. Esse longa metragem estava parecendo o "Smile", aquele disco secreto dos Beach Boys, anunciado em 1967, mas que só chegou ao público quatro décadas depois, em 2011. No cinema independente é assim: quando você não conta com as benesses do Estado, tem que fazer as coisas na raça, algo que nunca faltou para a Helen e o Flávio.

Recebi o convite para participar do lançamento do filme diretamente deles. A grande noite estava marcada para o dia 28 de agosto de 2021, na Pedreira do Chapadão, onde uma sessão de cinema "drive-in" (limitada a uma centena de automóveis) seria organizada com a apresentação prévia de bandas de rock da região. Nada mais apropriado para uma história que tem nos carros o ponto central do enredo. Além disso, em tempos de Pandemia do Coronavírus, a solução adotada respeitaria o distanciamento social.

Ocasião perfeita para praticar meu esporte favorito: flanar como um fantasma numa festa estranha com gente esquisita.
Ocasião perfeita para praticar meu esporte favorito: flanar como um fantasma numa festa estranha com gente esquisita.

O cenário e a época não poderiam ser mais condizentes para o lançamento de um filme tão distópico quando "Fórmula Selvagem". Esqueça a pipoca, pois não se trata de um filme para se divertir, embora o roteiro contenha várias piadas infames, intercaladas com cenas de ação. A obra do casal Quintans & Carnielli é provocativa e incomoda do começo ao fim. É como se fosse uma "Laranja Mecânica" tupiniquim, guardadas as proporções.

A noite foi regada com o heavy metal das bandas Insulto, Djamblê e Cardiac.
A noite foi regada com o heavy metal das bandas Insulto, Djamblê e Cardiac.

Na fictícia nação da Panamérica, que reúne os antigos países da América Latina, o ditador de plantão ordena que os carros sejam transformados em armas, escolhendo cidadãos a esmo para a participarem de corridas nas quais vencem apenas os sobreviventes, num espetáculo dantesco transmitido ao vivo pela TV, numa estética que lembra a finada Rede Tupi. Paralelamente, uma trupe que parece ter saído da versão bizarra do universo infantil de Monteiro Lobato, caça uma jovem indefesa para roubar a sua vitalidade, feito vampiros da era moderna.

Trata-se de um devaneio que poderá ser recebido com ressalvas pela crítica convencional, mas que remanescerá como obra de arte genuína de dois loucos autênticos, que assim como na canção dos Mutantes, vivem plenamente a vida conforme suas crenças.

"Fórmula Selvagem" tem um começo, vários meios entrecortados, mas nenhum fecho: apenas a indicação de que o ambiente infernal e decadente, no qual a sociedade descrita na história mergulhou, será prolongado indefinidamente - e não é assim que estamos vivendo na realidade? 

Ao mesclar atores profissionais com amadores, o longa "Fórmula Selvagem" tem o mérito de fazer cinema independente com uma edição ágil e uma trilha sonora que pode ser considerada seu ponto forte. Se este sonho realizado pela Helen e pelo Flávio será um sucesso? Difícil afirmar. Mas certamente eles podem se orgulhar do feito de congregar tanta gente entusiasmada em torno de um ideal.

Além da embocadura da Pedreira do Chapadão, a cidade de Campinas tenta voltar à normalidade.
Além da embocadura da Pedreira do Chapadão, a cidade de Campinas tenta voltar à normalidade.

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IAB lança site sobre patrimônio arquitetônico de Campinas

Paulo de Liverpool

Campinas, 13 de março de 2016

Live de lançamento do filme "Fórmula Selvagem":

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