Investindo Além das Fronteiras: Suno Internacional: The Global Journal I

Investindo Além das Fronteiras: Suno Internacional: The Global Journal I
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A plena diversificação dos investimentos pressupõe o aspecto geográfico. Logo, aportar recursos em ativos do exterior é uma medida mais do que sensata.

Sinopse

Para trilhar uma carreira bem-sucedida no mercado financeiro, as pessoas engajadas no tema devem observar vários fatores, dentre os quais a formação de um repertório abrangente sobre a cultura dos investimentos. Quanto mais amplo for este leque de informações depuradas em conhecimento prático, melhor.

Logo, aquele que deseja prosseguir investindo com a mentalidade de longo prazo, nota que as fontes de aprendizado não estão restritas às fronteiras de seu país. Ter uma visão global sobre os modelos de negócios, que as companhias mais promissoras estão desenvolvendo no decorrer dos anos, é fundamental.

Porém, não apenas os casos vitoriosos devem ser estudados. Também se aprende muito investigando o que deu errado em algumas ocasiões. Saber como empresas, outrora promissoras, saíram do rumo ascendente e se colocaram em situação desafiadora, pode render ótimas lições que auxiliarão os indivíduos em suas tomadas de decisões sobre eventuais aportes em Bolsa de Valores.

Em outras oportunidades, são os turnarounds bem conduzidos que demonstram a qualificação dos gestores que entraram num empreendimento com a difícil missão de recuperá-lo. Existem fundos de investimentos especializados nisso e compreender como eles agem pode ser útil quando surgir uma nova chance de comprar ações de boas firmas atravessando um momento atípico em seu histórico de bons resultados.

Além de estudar as empresas em geral, é salutar acompanhar o pensamento de grandes investidores a respeito dos riscos envolvidos nos ativos que prometem os retornos mais elevados, e como eles montam seus portfólios considerando essa dicotomia. Quais são as estratégias e regras que eles adotam?

Considerando todo esse arcabouço, a Suno Research, casa independente de pesquisas sobre investimentos, criou o relatório The Global Journal, distribuído semanalmente para os assinantes da carteira Suno Internacional, coordenada pelo analista Alberto Amparo, que conta com o jovem Rafael Martins em sua equipe.

Os dois assinaram as primeiras 24 edições desses memorandos que são fonte perene de conhecimento. Primando pela transparência, em complemento aos artigos que expuseram informações datadas, o editor Jean Tosetto adicionou textos com atualizações publicadas no próprio portal de notícias da Suno, de modo a revelar que nem todas as previsões feitas por gestores e analistas do mercado se confirmam no futuro – e lidar com o futuro é o grande desafio daqueles que perseguem o sucesso nos investimentos.

Sobre os autores

Alberto Amparo (1993) é Engenheiro de Produção graduado pela Universidade Federal de São Carlos. Colabora com a Suno Research desde julho de 2018, onde é chefe da carteira internacional, sendo analista CNPI desde 2019.

Rafael Martins (1998), é graduado em Administração de Empresas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas – em São Paulo. Iniciou sua participação na Suno Research em junho de 2019, onde colabora com o time de analistas de empresas internacionais, com CNPI desde 2021.

Sobre o editor

Jean Tosetto (1976) é arquiteto e urbanista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, São Paulo. Tem escritório próprio desde 1999. O autor e editor de livros é adepto do Value Investing e colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017, onde já escreveu livros de sucesso em parcerias com Tiago Reis, Professor Baroni e Felipe Tadewald. Publicou sua primeira obra, “MP Lafer: a recriação de um ícone”, em 2012, de forma independente.

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Palavras sobre a vida, o trabalho e a carreira

Meu Instagram virou uma colcha de retalhos, onde costuro os pensamentos que me cobrem antes de dormir.
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Para levar uma vida equilibrada, não é preciso ser obcecado pelo trabalho a ponto de relegar outras áreas importantes. Basta ser efetivo nas horas necessárias, pois a maioria das pessoas sabe o que é preciso ser feito, mas age pela lei do mínimo esforço. Faça sua parte bem feita.

Quem gosta de trabalhar tem um desafio extra: deixar ele de fora na mesa do almoço, por exemplo, pois a vida também é sobre sentir o sabor dos alimentos.

Pior faz quem leva o trabalho para a cama, agindo mecanicamente ao chamado de Eros. Quem nunca cometeu esse pecado?

Uma lição muito difícil para aprender: quando tiver que trabalhar, trabalhe para valer, mas quando tiver que se divertir ou descansar, se divirta e descanse para valer. Isso fará, inclusive, seu desempenho no trabalho melhorar.

A noite em oposição ao dia não foi criada por acaso.

* * *

Depois do sucesso de "A arte da guerra", vem aí: "A arte de ficar em cima do muro: como emitir opiniões aguadas que agradam todo mundo o tempo todo". Só que não. Quem faz média com todos, sempre, é medíocre. O novo, criativo e inusitado vem do embate de ideias. O respeito também.

Portanto, se um dia eu bater de frente com você, isto significa, dentre várias coisas, que eu me importo com você, inclusive.

* * *

Pode-se passar vários anos de uma vida trabalhando silenciosamente, construindo uma reputação, formando um patrimônio, antes de chamar a atenção de alguns. Então, quanto maior a exposição, maior o risco de usar uma palavra errada e colocar tudo a perder numa barulhenta derrocada.

Pois se tem alguns que vibram e se inspiram com o sucesso alheio, há também quem adore ver alguém quebrando a cara.

A sensatez premia quem evita dançar muito perto da fogueira das vaidades.

* * *

Lembre-se de seus amigos que estiveram com você nas vacas magras, pois quando a roda da fortuna girar e você for para cima junto com eles, é neles que você poderá confiar plenamente. Uma amizade nova, depois que você demonstrou todo o seu valor, leva muito tempo para sedimentar.

Alguns dos meus amigos da juventude ainda estão entre os meus melhores conselheiros, embora siga aberto para novas amizades.

As amizades sinceras perfazem um pilar do tripé da felicidade, segundo Epicuro. Os outros dois são:

- Uma vida bem analisada, mediante reflexões diárias.

- A liberdade para tomar as próprias decisões e levá-las adiante.

* * *

Nenhum grande filósofo da humanidade completou sua jornada sem experimentar um período de exílio, ou de cárcere  ou de ostracismo ou ainda de isolamento. Ser querido por todos, o tempo inteiro, não faz bem para quem transforma adversidades e sofrimento em ferramentas de trabalho.

Ao ler sobre a biografia dos grandes pensadores da Antiguidade, constatamos que o estilo de vida deles em nada se parece com o mar de rosas e popularidade que os ditos influenciadores do nosso tempo deixam transparecer.

Isso me faz crer que os autênticos intelectuais da nossa época ainda precisam ser descobertos ou reconhecidos.

* * *

Depois de certa idade, você nota se tem (ou não) jeito de ser o protagonista da peça. Muitas vezes o teatro da vida oferece apenas o papel de coadjuvante. O importante é fazer bem feito. Nunca se sabe quando poderemos brilhar antes do ato final. A alternativa é sentar na plateia.

Em cada time campeão há um ou dois craques, mais nove ou dez carregadores de piano. Para cada Ronaldo que faz gol numa final de Copa do Mundo, tem um Rivaldo que fez o passe, e um Edmilson que fez um desarme de jogada lá atrás.

Numa banda de rock, geralmente é o vocalista que rouba as atenções. Quem vai lembrar que foi o baixista do Queen que escreveu alguns dos maiores sucessos de Freddie Mercury? Você acha que John Deacon está preocupado com isso? Veja a juventude maravilhosa que ele teve, e ainda sobreviveu à loucura dos palcos.

Os mega influencers e mega coachs estão aí para dizer que você pode - e deve - ser o maioral, que tem que arrebentar a boca do balão. Será?

Há uma combinação terrível de ter inveja de alguém que brilha ao nosso lado, com a vaidade para tentar suplantar essa pessoa. Essa receita tem cheiro e sabor de fracasso.

Não tem problema nenhum em ser uma backing-vocal da Tina Turner. Ou assessora de Marketing da garota que dá conselhos sobre tudo no YouTube.

Pelo contrário. Aqueles que mais aparecem são aqueles que mais apanham também. De certo modo, é bom não ser um para-raio de haters. É bom não precisar desconfiar das pessoas que se aproximam dizendo que gostam da gente.

É bom chegar em casa, dividir o pão na mesa e saber que ele foi ganho com honestidade. É isso que importa.

* * *

Receita infalível para sofrer além da conta: se apegar demais. A um emprego. A um parente. A um animal de estimação. A um objeto. A uma ideia. A um lugar.

Pergunta inteligente a se fazer:

"Gosto muito disso, mas viveria sem?"

Cedo ou tarde a gente descobre a resposta na prática.

Então, o ministro vaidoso acorrentado ao cargo se humilha perante os colegas, renega seus princípios e aceita fazer o que os outros determinam.

A filha criada com tanto carinho arranja um namorado e vai morar em outro país.

Um dia, a calopsita que assoviava sempre que ouvia a introdução de "Across the Universe" sofre uma embolia pulmonar e é enterrada no quintal, sob o pranto de gente adulta.

A quitinete estudantil alugada não rende o esperado, mas o sujeito tem medo de vende-la para investir em fundos imobiliários.

E o tio se recusa a vender a casa da vó para uma incorporadora, pois ela seria demolida para a construção de uma torre de apartamentos com varanda gourmet de um metro de largura.

Desapegar é a resposta.

Só ganha a eternidade quem abre mão do que é temporário.

E tudo neste mundo é temporário.

* * *

Sempre haverá alguém melhor do que você, naquilo que você faz de melhor. Não tente se comparar com essa pessoa. Aprenda com ela. Se for para se comparar, faça isso com você mesmo - o você de hoje com o você de ontem. Ninguém sabe de onde você partiu, mas só você sabe onde chegar.

Tem gente que entra numa corrida de uns contra outros, colocando a vaidade no tanque de combustível. Resultado: todos perdem.

A verdadeira jornada dessa vida implica em ser solidário com o próximo, para que todos cheguem bem na bandeirada final.

Ora aprendemos com os mais velhos. Ora somos referência para os mais jovens.

E quer saber? Passa rápido.

* * *

3 anos de cursinho. 6 anos de faculdade. 2 anos de residência. 5 anos até ser chamado no concurso para trabalhar no interior do país. Parabéns para você, doutor ou doutora, que não trocou isso para tentar a vida fazendo dancinha no TikTok. A sociedade só tem a agradecer por isso.

Antes de tudo deixo claro: sou grato às redes sociais. Minha pequena exposição nelas mudou minha vida para melhor. Por meio delas fiz mais projetos arquitetônicos, ainda no começo da carreira, e depois pude me dedicar para uma paixão, que é trabalhar com livros, escrevendo ou editando.

Mas tem um lado perigoso nas redes sociais, pois elas podem passar a mensagem de que é fácil vencer na vida.

Basta viralizar com algo e você não precisa mais estudar, trabalhar, ler livros.

Se isso acontece para algumas pessoas, não se trata de uma nova realidade para a maioria.

A gente não pode se enganar: sem dedicação para os estudos e para o trabalho, nossas chances são muito reduzidas.

Para vencer na vida sem depender do acaso, ou dos algoritmos, só conheço um caminho, que se abre no mesmo momento em que abrimos um livro para aprender algo de bom.

* * *

Quer ser alguém acima da média? Prepare-se para lidar com a bronca dissimulada dos medíocres. Quer se esforçar além do mínimo necessário? Aprenda a relevar a torcida contra, de gente acomodada. Por melhores que sejam suas intenções, você vai irritar muitos e isso será inevitável.

Para ganhar detratores não é preciso fazer algo errado: basta fazer algo bem feito. Em alguns países do mundo (não só naqueles que vivem sob uma ditadura), pensar com a própria cabeça pode ser considerada uma ofensa grave.

Então, se você tem um propósito nobre para cumprir, vá criando casca desde já.

Não devemos confundir uma pessoa "casca grossa" com alguém que age com grosseria. São coisas diferentes. Quem é "casca grossa" aguenta pancadas na quietude, sem reagir na mesma moeda. O tolo que reage com palavras de baixo calão a uma provocação barata, perde a razão também.

* * *

Em linhas gerais, as pessoas mais inteligentes e bem-sucedidas que conheço são discretas. Elas mais observam do que falam. Sabem conversar com trocas de olhares e deixam os outros se sobressaírem. Elas se vestem de forma simples e elegante e não gastam energia tentando se exibir.

Conhece alguém assim? Sorte sua. Preste atenção em seus gestos e palavras. Você pode aprender muito com isso.

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Piscina elevada sobre jardim no quintal de um sobrado construído com esmero.
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Uma conversa livre, proposta por alguém que já acumulou algumas milhas na jornada do trabalho e dos investimentos - mas ainda tem idade para aprender.

O trabalho de um arquiteto é uma fonte de satisfação pessoal, mas também tem seus dissabores. Um deles é que o profissional depende de uma série de pessoas numa obra, sobre as quais ele tem pouca ou nenhuma influência, a não ser que ele também seja o executor-chefe dos serviços. 

Então, se um arquiteto focado em fazer projetos e apenas o acompanhamento de obras (sem se envolver na administração ou gerenciamento delas), for alguém muito detalhista e perfeccionista, sofrerá muito com cada pequena mudança que porventura ocorrer em seus projetos. É preciso prever uma margem de tolerância para tanto, pois sempre haverá um vendedor de tinta oferecendo um tom diferente do especificado, um marceneiro sugerindo encaixar uma gaveta a mais no armário, um eletricista querendo dividir a caixa de disjuntores em duas. 

Se são coisas que não alteram a a estabilidade da estrutura e não mudam a metragem dos pavimentos, por exemplo, é bom o arquiteto fazer vista grossa para certos pormenores e guardar energia para defender a integridade daquilo que é essencial no projeto. Levei muitos anos para constatar isso. Se você é estudante de Arquitetura ou recém-formado, guarde isso que acabou de ler.

Porém, por vezes o arquiteto tem um cliente que é ainda mais detalhista e perfeccionista do que ele mesmo, indo além daquilo que foi formalmente acordado. Quando estamos diante de um contratante super caprichoso, não devemos podar seu entusiasmo pela construção, mesmo que ele resolva alterar algumas pequenas coisas que você desenhou. Isso não é o fim do mundo. Pelo contrário, a obra em questão passa a ser um lugar melhor, pois as pessoas que vão morar ou trabalhar nela, depois de pronta, sentirão uma energia legal, mesmo sem saber se expressarem a respeito.

Acredito que seja o caso da residência da fotografia que abre esse texto. Meu contratante, em verdade um amigo, cuidou de cada centímetro quadrado dela. Ele plantou, pessoalmente, todas as mudas que compõem o paisagismo das áreas livres. Quando fui convidado para ver a obra pronta, depois da limpeza final, tive vontade de oferecer minha própria casa e voltar uma diferença, pois ele construiu o sobrado com a intenção de vender, e a minha ideia era chamar minha esposa para ver a casa também, já imaginando que poderíamos morar nela.

Sem querer estragar o astral do meu cliente, disse para ele, com a franqueza que se espera dos amigos, que ele não fez uma casa para vender: ele fez uma casa para morar. Sim, são coisas bem diferentes. Quem faz casa para morar instala todos os equipamentos de ar condicionado, por exemplo. Quem faz casa para vender deixa apenas as esperas. E assim poderíamos descrever várias coisas que o meu contratante fez, mas que alguém acostumado a vender casas nem se importa (e não tiro a razão de ninguém).

Por tudo isso, considero que quem comprar essa casa, no VillaFranca em Paulínia, fará um ótimo negócio, pouco importando o preço. Não repetirei os detalhes do sobrado aqui, pois já os apresentei neste mesmo site, por meio deste link e pelo vídeo postado a seguir.

Antes que você pergunte o preço - e você concordará que esta página não é destinada para isso - deixe-me explanar um pouco sobre a importância de investir bem o suado dinheiro conquistado ao longo de anos de trabalho duro, especialmente nas épocas de crises - e por falar em crises, estamos bem servidos delas: pandemia, guerra, inflação.

Como um arquiteto que escreve livros sobre o mercado financeiro, não sou radical para apontar qual é o melhor caminho. Tem gente com pavor da Bolsa de Valores que só investe em imóveis. Estão errados? Não. Outros não querem saber da burocracia inerente dos imóveis e colocam suas economias em renda fixa e variável. Estão errados? Também não.

Tudo é uma questão de equilíbrio emocional somado com conhecimento. Sem esses predicados, dá para perder muito dinheiro no mercado de capitais ou nos imóveis. Mas quem os domina, vai em frente sem parar. Aquele que consegue investir tanto em imóveis como no mercado financeiro, provavelmente estará mais protegido dos riscos, com retornos satisfatórios.

No caso dos imóveis, o que manda em primeiro, segundo e terceiro lugar (depois vem outros aspectos) é a localização. Uma casa construída num bairro bem posicionado, numa cidade de crescimento sustentável, valorizará com o tempo e ganhar da inflação no longo prazo. Com certeza é muito melhor do que deixar o dinheiro parado na caderneta de poupança.

Agora, quem já tem casa própria, precisa estudar o investimento em ações e fundos imobiliários para ontem. Mas isso é assunto para outra ocasião. Nesta oportunidade, é preciso registrar a beleza desta casa, que tive o prazer e a honra de projetar.

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Um diploma na parede não é uma certidão de casamento com um ofício. As finanças absorvem talentos de várias áreas. Logo, o sucesso depende da pessoa. A missão desta obra é mostrar as alternativas de ingresso e desenvolvimento em carreiras promissoras ligadas aos mercados de capitais. 


Mais do que um guia: um mapa sobre as profissões mais promissoras do mercado financeiro

Até a década de 1990, o mercado de capitais era restrito a poucos investidores no Brasil, que dependiam da intermediação dos corretores de valores para comprar ou vender ativos nos pregões presenciais das Bolsas. Com o advento da Internet, em poucos anos os pregões eletrônicos substituíram o alarido das negociações pessoais. Por meio de programas de Home Broker, mais brasileiros tiveram acesso ao mercado financeiro, no começo dos anos 2000.

Porém, somente com o advento da desbancarização, acelerado na década seguinte e potencializado pelas redes sociais com a difusão de informações a respeito da renda fixa e da renda variável, é que tivemos um aumento exponencial no número de investidores no país, bem como um interesse crescente pelas profissões relacionadas ao mercado financeiro.

Cada vez mais os brasileiros se interessam por investimentos e cada vez mais temos gente considerando desenvolver uma carreira profissional. Neste sentido, por onde começar? Esta é a grande questão que esta obra se propõe a esclarecer, ofertando para os leitores um guia para se situarem no universo de possibilidades no mercado financeiro, bem como as exigências requeridas em cada segmento de atuação.

Inicialmente, deve-se conhecer a estrutura do mercado de capitais brasileiro, regido pelo Sistema Financeiro Nacional com apoio da Comissão de Valores Mobiliários. No Brasil existem três grandes tipos de bancos: comerciais, múltiplos e de investimentos; além das cooperativas de crédito, das sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e das sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

No entanto, o mercado financeiro no Brasil não seria viável sem uma instituição de grande porte, como a B3 S/A – Brasil, Bolsa Balcão – como é oficialmente denominada a Bolsa de São Paulo, que encampou a negociação de ativos da antiga Bolsa do Rio de Janeiro.

Quem deseja desenvolver um ofício relacionado com as finanças no Brasil, também pode encontrar espaço nas casas de análise. Trata-se de um campo de atuação que não é restrito aos formados em cursos como Administração, Economia e Ciências Contábeis. Porém, todos os agentes do mercado devem estar cientes das atribuições das entidades que auxiliam na normatização, fiscalização, certificação e treinamento dos profissionais, como a ANBIMA, a APIMEC e a ANCORD.

Dentre as boas perspectivas para o setor, existem possibilidades de atuação como analista (buy-side ou sell-side) mediante a cerificação CNPI. Existem também os agentes autônomos de investimentos, cerificados pela ANCORD, sendo necessário compreender como se dá a sua remuneração. Já para se tornar um consultor de valores mobiliários, são vários tipos de certificações entre nacionais e internacionais, cada qual com seu peso curricular.

Além dessas profissões, há espaço ainda para administradores ou gestores de carteiras de valores mobiliários, e para planejadores financeiros, sem contar as inúmeras colocações em ambientes Back Office, Middle Office e Front Office, nos quais, além das Hard Skills, são cobradas também as Soft Skills, sem deixar de lado os avanços tecnológicos e o desenvolvimento do equilíbrio emocional nas relações interpessoais.

Todo o conteúdo deste livro é permeado com exemplos de questões que podem cair nos exames das certificações mais procuradas, além de entrevistas com renomados profissionais que já atuam no mercado de trabalho, compartilhando conhecimento e experiências, de modo a ancorar o conteúdo apresentado na realidade do mercado financeiro do Brasil.

Sobre os entrevistados

Gabriela Mosmann é analista de investimentos da Suno Research. Economista e mestre em Finanças pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Possui certificação CNPI.

Larissa Martins é economista, especialista em Private Banking, assessora de investimentos e sócia da EQI Investimentos.

Ivens Gasparotto Filho (CFA, CGA e CNPI-T) é Head de consultoria da Suno Research. Especialista em planejamento financeiro, começou sua carreira como agente autônomo de investimentos. Sua formação acadêmica inclui passagens pela Universidade de Brasília, FGV e London Business School.

Vitor Lopes Duarte é Chief Investment Officer (CIO) na Suno Asset, onde atua com gestão de recursos, conduzindo investimentos em ações e FIIs. Formado em Economia pela UFES, tem especialização pela Saint Paul. Sedimentou sua carreira no Banestes.

Jonatas Trancoso é planejador financeiro, administrador de empresas, especialista em investimentos e Private Banking, com passagem em financeiras e na gerência Classic e Exclusive do Bradesco.

Ricardo Basaglia é diretor geral da Michael Page no Brasil – um dos maiores players mundiais em recrutamento especializado para o mercado de trabalho. Sua formação inclui passagens por FGV, Yale School of Management e Harvard Business School.

Luis Vabo Jr. é CEO do Além da Facul e professor da Link School of Business. Especialista em People Skills, é autor do curso “Além da Oratória” e do livro “Falar em Público é para Você”. Sua formação acadêmica inclui passagens pela Harvard Business School e UFRJ, entre outras instituições.

Sobre os autores

Tiago Reis é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Acumula experiências no mercado financeiro desde 2001 e foi sócio fundador da Set Investimentos. Fundou a Suno em outubro de 2016.

Guilherme Almeida é bacharel em Economia, especialista em Finanças Corporativas e Mercado de Capitais pelo Ibmec-MG, e mestre em Estatística pela UFMG. Professor convidado em cursos de pós-graduação, é sócio fundador e professor na Certifiquei.

Sobre o editor

Jean Tosetto (1976) é arquiteto e urbanista graduado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, São Paulo. Tem escritório próprio desde 1999. O autor e editor de livros é adepto do Value Investing e colabora com a Suno Research desde janeiro de 2017, onde já escreveu livros de sucesso em parcerias com Tiago Reis, Professor Baroni e Felipe Tadewald. Publicou sua primeira obra, “MP Lafer: a recriação de um ícone”, em 2012, de forma independente.

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