Adagenir e a luz da colheita - 2018

"A luz da colheita", de 2018, foi o quadro que escolhemos para enriquecer o nosso acervo, pela identificação com as influências do Impressionismo de Claude Monet e Van Gogh.
"A luz da colheita", de 2018, foi o quadro que escolhemos para enriquecer o nosso acervo, pela identificação com as influências do Impressionismo de Claude Monet e Van Gogh.

Adagenir é um artista cujo talento ainda está por ser reconhecido de forma condizente. Encontramos ele no Centro de Convivência Cultural de Campinas e gostaríamos de apresentá-lo ao Brasil.

Adagenir Oliveira nasceu em 1964 no sertão de Pernambuco. Ainda criança mudou-se com sua família para a cidade de Irecê, na região centro-norte da Bahia, distante 478 km de Salvador. Aos 13 anos de idade começou a se interessar por pintura, inicialmente observando as carrocerias de madeira decorada dos caminhões que ali transitavam, uma vez que não havia referências externas disponíveis no lugar.

Aos poucos ele foi tomando conhecimento de grandes mestres da pintura, sempre desenvolvendo sua Arte como autodidata, até que ingressou na Fundação Bradesco do município, onde foi incentivado por uma professora a aprofundar seus conhecimentos teóricos. Logo Adagenir passou a desenvolver pinturas com óleo sobre tela para o próprio local onde estudava, até que aos 19 anos foi transferido para a sede da instituição em Osasco, na Grande São Paulo, onde morou por meia década.

Em 1988, aos 24 anos, graduou-se em Artes Plásticas pela Belas Artes de São Paulo, aprimorando sua técnica, desde então, sem render-se aos modismos artísticos que tomaram conta da cena brasileira com os movimentos pós-modernistas. Adagenir se recusa a produzir uma Arte provocativa, disruptiva e repleta de expedientes para chocar o espectador, negando ao mesmo o prazer de admirar um trabalho calcado no talento e na entrega constante a um ofício.

"Brasileiros dançam enquanto labutam" - este poderia ser o título da pintura onde Adagenir assimila aspectos da obra de Candido Portinari em seu universo.
"Brasileiros dançam enquanto labutam" - este poderia ser o título da pintura onde Adagenir assimila aspectos da obra de Candido Portinari em seu universo.

Ao todo, já são mais de quatro décadas dedicadas à Arte em seu sentido mais nobre, que é aquele capaz de elevar o espírito do observador e conduzi-lo por sensações positivas de encanto e bem estar. Suas pinturas são alegres mesmo quando retratam cenas do cotidiano, como pessoas transitando por calçadas em grandes cidades ou trabalhando na roça. Ele faz isso sem apelar para os extremos de cores chapadas, mas suavizando os tons e abrasileirando os grandes mestres da pintura internacional, de um período que representou o auge da evolução conceitual deste tipo de Arte, situado entre meados do século XIX e meados do século XX.

Cubismo e Surrealismo se mesclam nas cores brasileiras de Adagenir, trazendo Picasso e Salvador Dali para o Trópico de Capricórnio.
Cubismo e Surrealismo se mesclam nas cores brasileiras de Adagenir, trazendo Picasso e Salvador Dali para o Trópico de Capricórnio.
Se reconhecemos as influências de gênios como Van Gogh, Claude Monet, Picasso, Salvador Dali e Candido Portinari no trabalho de Adagenir, podemos afirmar que ele desenvolveu um estilo próprio e reconhecível no conjunto da sua obra, baseado no equilíbrio das suas composições e nas temáticas tipicamente brasileiras.

Seu talento já foi reconhecido por empresas, onde Adagenir forneceu pinturas para vários departamentos. Colecionadores de Arte e mesmo pessoas de bom gosto o procuram para decorar suas casas, destinando os ambientes mais nobres para as pinturas do pernambucano que hoje mora com sua família na cidade de Jundiaí, entre Campinas e São Paulo.

Adagenir expõe sua arte na Feira Hippie que ocorre no Centro de Convivência Cultural de Campinas, aos sábados e domingos de manhã.
Adagenir expõe sua arte na Feira Hippie que ocorre no Centro de Convivência Cultural de Campinas, aos sábados e domingos de manhã.
Com todas as ótimas referências sobre seu trabalho, fomos encontrar Adagenir expondo seus quadros no Centro de Convivência Cultural de Campinas, na Feira Hippie realizada aos sábados e domingos de manhã, na Praça Imprensa Fluminense do Cambuí. Após elogiá-lo em três ocasiões distintas, finalmente resolvemos adquirir uma de suas obras, por causa da nossa identificação com "A luz da colheita".

Comentamos com Adagenir que ele era um artista de primeira grandeza, e que esperamos que algum dia um renomado crítico de Arte possa transitar por Campinas para lhe reconhecer devidamente o seu talento. Ao que parece, esses críticos preferem caminhar pela Champs-Élysées em Paris e não dão muita atenção para o interior do Brasil.

Como também somos do interior, estamos mais perto da nossa gente, que também é capaz de fazer Arte com "A" maiúsculo. Portanto, que este breve relato possa cumprir sua missão e chegar aos olhos de quem sabe valorizar um artista brasileiro.


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