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Edifício Mestrinier - 2005

Jardim dos Calegaris - Paulínia - SP

A Panificadora Calegaris possui ótima localização na Avenida dos Expedicionários, com estacionamento frontal que pode ser usado inclusive por clientes do pavimento superior.

O partido deste projeto está dividido em dois blocos, de dois pavimentos cada. No bloco frontal fica a parte comercial, que compreende uma panificadora no pavimento térreo, com área de atendimento separada da produção, além de duas salas para locação no pavimento superior, com sanitários privativos e generosas fontes naturais de luz. O segundo bloco, aos fundos, é composto por um apartamento residencial, com duas suítes, cozinha servida por lavanderia e sala de estar aberta para a escada, com vaga reservada para automóvel - posterior ao recuo frontal de seis metros, obrigatório em avenidas de Paulínia.

É um programa extenso, se for levado em conta que o terreno da construção possui apenas 250 metros quadrados e somente 10 metros de testada. Aqueles seis metros de recuo frontal equivalem, portanto, a 60 metros quadrados, a menos, para comportar todas as necessidades do casal de contratantes. Mas elas foram atendidas.

Nesta obra, parte dos recursos investidos foram financiados junto a uma empresa de renome nacional, que impôs condições básicas para as liberações mensais dos valores correspondentes a cada etapa construída. Entre elas estava a confecção do cronograma físico e financeiro, que determinaria o andamento dos serviços, especificando a quantidade dos materiais gastos em cada pormenor da empreitada, assim como a atribuição dos custos da mão-de-obra. Um engenheiro fiscal da financiadora passava mensalmente no canteiro de obras para conferir a situação e autorizar a liberação de recursos.

Além do projeto arquitetônico, a obra contou com o detalhamento das estruturas de concreto armado, além dos projetos complementares de instalações hidráulicas e elétricas. Antes de iniciar os desenhos, porém, foi necessário visitar a antiga panificadora do contratante, para fazer um levantamento de seus equipamentos e estudar a melhor forma de ordená-los em seu novo local. Durante a etapa do acabamento, a especificação das cores das paredes, assim como dos tons dos revestimentos, contou com a colaboração da decoradora Viviane Pereira (19-9654-7677), amiga do casal.

A disposição dos equipamentos da produção de pães (leioute para uns, lay-out para outros) foi concebida para funcionar no sentido anti-horário.

Nas instalações hidráulicas, as águas de chuva (pluviais) devem correr em separado das águas servidas (esgoto). Caixas de inspeção e de gordura também são fundamentais.

O projeto das instalações elétricas, como sempre, foi confiado ao Engenheiro Sylvio Zanetti, um parceiro de longa data.

As empenas cegas do conjunto estão orientadas para o sol poente - que é o mais quente - uma vez que são pelas aberturas de portas e janelas que o calor externo penetra com mais facilidade.

Edifício Irmãos Cezarino II - 2003

João Aranha - Paulínia - SP


Os expressivos resultados obtidos no investimento anterior serviram como uma chancela para os irmãos Cezarino direcionarem seus esforços na construção de um novo edifício comercial, em lote ainda melhor localizado: na confluência das avenidas “Duque de Caxias” e “Ferdinando Viacava” - o equivalente ao acesso principal, não só do Bairro João Aranha, mas de toda sua região de influência, que abrange os loteamentos residenciais “Marieta Dian” e “São José”, além dos futuros condomínios “Campos do Conde” e ”Aurora”.

Estava em jogo a possibilidade de criar um “cartão postal” para este importante vetor de crescimento da cidade, ou apenas implantar mais um “elefante branco”, na linguagem popular dos construtores. Chegar a um consenso numa obra dessa monta não foi uma tarefa simples. Foram necessários vários esboços antes da aprovação do projeto por parte dos contratantes. Além de agradar aos olhos, era necessária a comprovação de uma boa relação de custo-benefício, seguindo o exemplo adotado no trabalho de outrora.

Neste projeto, todas as salas comerciais do pavimento superior possuem suas aberturas voltadas para o sol da manhã, resultando numa elevação com “paredes cegas” para a avenida Ferdinando Viacava. Em compensação sua fachada principal - voltada para o sul, no balão que liga as avenidas do bairro à via de acesso ao centro da cidade - ficou rica em esquadrias envidraçadas, protegidas do excesso de luminosidade e calor, por sacadas e marquises. Essa relação entre cheios e vazios encontra seu melhor equilíbrio quando a obra é vista da avenida Duque de Caxias.

Ou seja, para compreender o edifício como um todo, é necessário percorrer com o olhar três de suas quatro elevações, já que a última se encontra sobre a divisa do lote. Novamente, o grande número de vagas para clientes, a excelente localização amparada no impressionante fluxo diário de veículos, assim como a reconhecida beleza plástica de suas linhas contemporâneas, resultou num sucesso absoluto de locações das salas, ocupadas totalmente - antes mesmo da liberação do “Habite-se” por parte da prefeitura.